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Por Agência Estado

Arthur Lira critica abertura de CPI da Covid: 'não é momento de apontar o dedo'

Por Agência Estado

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criticou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a condução do governo durante a pandemia.

Em um evento da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), na cidade de Arapiraca, em Alagoas, Lira afirmou não ser esse o momento de "apontar o dedo para ninguém". "A CPI não nasce à toa.

Tem de ter um fato determinado e tem de ter as assinaturas.

E ela tem de ter a ocasionalidade.

Eu comungo da ideia de que esse momento não é momento de se encontrar culpados, de se apontar o dedo para ninguém", disse Lira a jornalistas no evento.

O governo do presidente Jair Bolsonaro age para conter danos com a CPI da Covid no Senado, que teve sua instalação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta, 8.

Uma das estratégias, segundo o Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, ouviu de aliados do Palácio do Planalto, será convencer senadores a retirar assinaturas de apoio ao funcionamento da comissão, o que pode inviabilizá-la. Na campanha à presidência da Câmara, Lira já havia se manifestado contra a abertura de um CPI que tenha o governo como foco.

"Esse assunto não pode ser motivo de embates políticos para trazermos para a discussão traumas, interrupções bruscas democráticas", disse Lira ainda em janeiro, quando era o candidato apoiado pelo Palácio do Planalto para substituir Rodrigo Maia (DEM-RJ).

No evento desta sexta-feira, 9, em seu Estado, Lira justificou a posição contrária à CPI dizendo que o momento é de imunizar a população.

"O momento é de se correr atrás de vacina seja lá onde ela estiver e apontar seringa e agulha no braço dos brasileiros.

Esse é o momento.

Daqui a dois, três meses, esses culpados vão estar morando em outro lugar, vão estar apagadas as provas? Vão estar escondidas as evidências? Não", disse.

Lira voltou a dizer que a pandemia não deve ser politizada.

"Eu não estou com isso dizendo que quem errou não pague.

Quem errou vai pagar.

O preço de 300 mil vidas é muito alto para qualquer sociedade.

Mas não neste momento e não desta maneira", disse.

Barroso determinou que o Senado instale uma CPI para investigar ações e omissões da gestão Bolsonaro no combate à pandemia.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), criticou a decisão, mas afirmou que vai obedecer a determinação e ler o requerimento de instalação da CPI na semana que vem. "A decisão de mandar instalar foi do ministro do Supremo Tribunal Federal.

E o presidente do Senado foi bastante equilibrado.

Decisão judicial você não discute, você cumpre.

Agora você pode concordar ou não, mas cumpre", disse Lira.

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