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Por Agência Estado

Presidente do Atlético-MG diz que já quitou empréstimo para pagar por Maicosuel

Por Agência Estado

O presidente do Atlético Mineiro, Sergio Sette Câmara, explicou como se deu a operação financeira que permitiu ao clube quitar a dívida com a Udinese pela aquisição de Maicosuel, evitando ser punido pela Fifa.

E, de acordo com o dirigente, o clube já quitou o empréstimo feito junto a dois parceiros de longa data do clube, Ricardo Guimarães, dono do BMG, e Rubens Menin, fundador da MRV Engenharia, que viabilizou a realização do pagamento.

"Foi na base da camaradagem.

Não dei garantia nenhuma.

O camarada foi, colocou o dinheiro aqui dentro e nós conseguimos pagar o Maicosuel.

Eu tinha outro dinheiro pra receber, um, dois dias depois e paguei o Rubens de volta.

Esse dinheiro nós não devemos mais", afirmou, em entrevista veiculada pela TV Galo, o canal de vídeos do clube no YouTube.

O Atlético-MG tinha até 27 de abril para quitar a aquisição de Maicosuel, realizada em 2014.

Sette Câmara chegou a declarar que não tinha os recursos para fazer o pagamento, mas conseguiu obter o dinheiro, encerrando o caso na Fifa.

De acordo com o dirigente, a alta do dólar prejudicou o clube.

Ele garantiu que o Atlético-MG tinha o recurso, parte do valor da venda de Chará ao Portland Timbers, mas ele se tornou insuficiente em função da elevação do valor da moeda.

"A gente tinha o dinheiro para pagar a dívida do Maicosuel.

Era uma parcela restante do Chará.

Acontece que o valor que a gente tinha, vou colocar em dólar, era mais ou menos 1,8 milhão, algo assim.

Dava R$ 10 milhões, mais ou menos.

Aí o Brasil, um país ímpar, além do problema de saúde e da economia, ainda veio o terceiro problema, que foi político.

Aí vocês já viram como funciona o câmbio", justificou o dirigente.

Guimarães e a família Menin têm atuação política no Atlético-MG e suas empresas já patrocinaram ou patrocinam o clube há alguns anos.

Sette Câmara exaltou a parceria, mas assegurou que os empréstimos só ocorrem porque ele busca formas de viabilizar o pagamento delas.

"Quem complementou esse dinheiro, efetivamente, foram Rubens Menin e o Ricardo.

Então, não vou chamar isso de caridade.

Eu acho que o camarada, por mais milionário que seja, não tem obrigação de botar a mão no bolso e colocar dinheiro aqui.

A não ser que seja pela paixão.

E foi por isso que eles fizeram isso.

Ouço isso de outros presidentes: 'Você tem aí o Rubens e o Ricardo'.

Eu falo: 'Eles não ficam doando dinheiro pra gente, não', mas eles têm certeza que eu trabalho pra viabilizar o pagamento, nunca pensando que a qualquer hora eu vou pedir o dinheiro, e eles vão dar.

Não, não é assim.

São sempre operações", concluiu o dirigente.

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