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Por Agência Estado

Governo paulista estima economizar R$ 7 bi com pacote

Por Agência Estado

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou na madrugada de quarta-feira, 14, o texto-base do pacote fiscal proposto pelo governador João Doria (PSDB), com placar de 48 votos a 37.

A estimativa preliminar do governo é de que o pacote aprovado resulte em R$ 7 bilhões a mais para os cofres estaduais - na proposta original, a previsão era conseguir R$ 8,8 bilhões para sanar a previsão de déficit no orçamento do ano que vem. "Este valor poderá ser revisado, considerando que a implementação das medidas, autorizadas pela Alesp, requer atos e decretos", afirmou o Palácio dos Bandeirantes, por meio de nota.

O governo estadual recebeu autorização para extinguir cinco das nove estatais que constavam no pacote original, e também alterar a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), entre outros.

Por maioria dos votos, os deputados decidiram não extinguir a Fundação para o Remédio Popular (Furp), a Fundação Oncocentro de São Paulo e os institutos de Terras (Itesp) e de Medicina Social e de Criminologia (Imesc).

Também foi retirado do texto o artigo que obrigaria universidades, a Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) e fundos ligados a funcionários da segurança pública de repassar seus superávits financeiros de 2019 ao Tesouro estadual. Os deputados aprovaram a extinção da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU), da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), da Fundação Parque Zoológico e do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp).

O governo deve transferir para outros órgãos da administração pública os contratos administrativos, patrimônio e responsabilidades dos órgãos extintos.

Parte dessa responsabilidade deve ser absorvida pelas próprias secretarias, segundo o governo. "Os quatro institutos (retirados do texto) têm um impacto pequeno (no orçamento), devia tirar os dez, se é para valer.

São instituições importantes", disse o deputado Paulo Fiorilo (PT).

Ele também criticou o cálculo que prevê economia de R$ 7 bilhões.

"Essa conta é feita no papel de pão a lápis, para apagar", afirmou. O governo estadual foi autorizado a reduzir benefícios fiscais na cobrança do ICMS.

A gestão Doria anunciou que a intenção é um corte linear em 20% no valor dos benefícios - o tamanho da redução ficará a critério do Executivo estadual. Preocupação O texto também equipara a benefício fiscal alíquotas do imposto fixadas abaixo de 18%, o que tem preocupado diversas entidades do setor produtivo.

O receio é de que isso implique aumento da cobrança sobre alimentos, produtos agrícolas, da construção civil e combustíveis.

Doria se comprometeu a não aumentar imposto de itens da cesta básica e de remédios.

Produtos como leite e carne estão fora.

Estimativa da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP), no entanto, prevê possibilidade de aumento do imposto sobre os dois produtos.

"No limite a lei autoriza a subir tudo para 18%", afirmou o assessor econômico da Fecomercio, Fabio Pina.

"O importante não é saber se vão tributar menos o leite e mais a Mercedes Benz.

O mais importante é que são R$ 7 bilhões que vão sair do consumo, do setor privado para o setor público", afirmou Pina. As informações são do jornal O Estado de S.

Paulo.

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