Itatiba tem 156 MEIs atuando no segmento de marmitas, aponta Sebrae-SP
Foto: (Reprodução / Pexels)
Itatiba possui atualmente 156 Microempreendedores Individuais (MEIs) atuando no segmento de produção e comercialização de marmitas. O número faz parte da pesquisa “Perfil e desafios dos negócios de marmitas”, do Sebrae-SP, que identificou 3.051 MEIs nesta atividade nos 18 municípios que integram a regional de Jundiaí. Morungaba, também abrangida pelo levantamento, registra 15 microempreendedores no segmento.
Os dados mostram a presença dos pequenos negócios de alimentação em Itatiba, município que aparece com o sétimo maior número de MEIs entre as 18 cidades pesquisadas. Jundiaí lidera o levantamento, com 929 registros, seguida por Bragança Paulista (385), Francisco Morato (254), Várzea Paulista (246), Franco da Rocha (233) e Caieiras (182). Na sequência aparece Itatiba, com seus 156 MEIs.
Depois de Itatiba estão Campo Limpo Paulista (146), Cajamar (135), Itupeva (110), Cabreúva (76), Jarinu (70), Louveira (68), Pinhalzinho (23), Morungaba (15), Vargem (13), Pedra Bela (5) e Tuiuti (5).
Investimento médio
Além de dimensionar o mercado, o estudo do Sebrae-SP traçou o perfil dos empreendedores e as características dos negócios. O investimento inicial médio para abrir uma atividade de produção de marmitas é de aproximadamente R$ 3 mil.
Em todo o Estado de São Paulo, existem 91.587 MEIs no segmento, que representam 76% dos micro e pequenos negócios da atividade.
O perfil predominante é feminino: 71,3% dos MEIs pesquisados são mulheres. O levantamento aponta ainda que 60% trabalhavam anteriormente com carteira assinada.
Entre os principais motivos para começar a empreender estão a busca por autonomia e independência, mencionada por 25%; a necessidade de complementar a renda, com 20%; e a possibilidade de transformar uma habilidade ou ideia em negócio, citada por 18%.
De acordo com Pedro Gonçalves, consultor do Sebrae-SP, os resultados indicam que o empreendedorismo no setor tem sido uma alternativa de transição de carreira. “A barreira de entrada para começar um negócio de marmita é baixa. Muitas pessoas começam na cozinha de casa, com utensílios próprios. Por outro lado, a concorrência é alta e exige a necessidade de ficar atento à gestão do negócio para não ficar no prejuízo”, alerta.
Faturamento
A pesquisa aponta faturamento médio mensal de R$ 4.191 entre os MEIs do segmento. Em relação à produção, 36% comercializam entre 151 e 300 marmitas por mês, enquanto 29% vendem entre 51 e 100 unidades mensalmente.
Para 65% dos empreendedores, o preço de venda de cada marmita varia entre R$ 21 e R$ 30. Segundo o Sebrae-SP, os resultados indicam um mercado concentrado em preços intermediários e que exige atenção especial ao equilíbrio entre custos, concorrência e poder de compra dos consumidores.
O controle de custos aparece justamente como o principal desafio dos empreendedores, citado por 42% dos entrevistados. Na sequência estão a concorrência, com 38%, e a logística das entregas, com 29%.
WhatsApp é principal canal de vendas
As marmitas tradicionais representam 57% da oferta dos negócios, mas a diversificação dos cardápios vem ganhando espaço. Entre as alternativas comercializadas estão refeições saudáveis, saladas, congelados, sopas e produtos vegetarianos, veganos, low carb, sem glúten, sem lactose e sem açúcar.
O celular também se tornou uma importante ferramenta de trabalho para quem atua no setor. O WhatsApp é o principal canal de vendas para 79% dos MEIs pesquisados. As redes sociais aparecem na sequência, utilizadas por 59%, enquanto 52% recorrem aos aplicativos de delivery.
