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Por Agência Estado

Cruzeiro perde 6 pontos na Série B por dívida com time dos Emirados Árabes

Por Agência Estado

A má fase do Cruzeiro parece não ter fim.

Na noite desta terça-feira, a Fifa comunicou a CBF de que a equipe mineira começará a Série B do Campeonato Brasileiro com menos seis pontos em relação aos seus rivais.

Sendo assim, o time mineiro começará o torneio, no qual jogará pela primeira vez, na lanterna.

Agora, o clube tem cinco meses para pagar a dívida ao Al-Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, podendo ser excluído da competição e rebaixado à Série C em caso de nova inadimplência.

A CBF ainda não se manifestou publicamente sobre a punição. A punição imposta pela Fifa não cabe recurso, ou seja, o Cruzeiro está com mãos atadas e terá que iniciar o torneio com prejuízo em relação a seus rivais.

O clube mineiro tem como principal objetivo do ano conquistar o acesso à elite do futebol nacional. Em comunicado, a diretoria do clube mineiro reconhece a dívida de R$ 5 milhões pelo empréstimo do volante Denilson, contratado em 2016.

Mas disse que ainda não foi notificado oficialmente sobre a punição da Fifa.

"Por causa deste processo, que não cabe mais recursos na Fifa, o clube celeste pode sofrer a punição de seis pontos na Série B do Campeonato Brasileiro.

No entanto, a direção do clube ainda não recebeu nenhuma comunicação oficial, e o Cruzeiro está finalizando a negociação com o clube dos Emirados Árabes", informou o time brasileiro. O clube alega que vinha negociando com o time dos Emirados Árabes, mas a crise financeira, agravada pela pandemia, e a eleição, marcada para esta quinta-feira, acabaram atrapalhando as tratativas.

"Estamos negociando com o Al-Whada e vamos seguir até o último minuto, aguardando um desfecho positivo, para que o Cruzeiro não seja penalizado com a perda de pontos.

Estamos vivendo um momento de exceção, em que o mundo está sofrendo com as consequências desta crise com o coronavírus.

Todos sabem da falta de recursos do Cruzeiro e o clube teve suas receitas ainda mais comprometidas pela situação de pandemia", afirmou Sandro Gonzalez, CEO do Conselho Gestor. De acordo com o dirigente, a gestão provisória do clube insistiu na negociação recentemente e argumentou sobre suas dificuldades financeiras, mas o Al-Whada alegou que o problema já tinha quatro anos. "Vínhamos tentando um adiamento para o segundo semestre, mas os dirigentes do Al-Whada foram taxativos.

Eles disseram que o processo corre há mais de quatro anos na Fifa e ninguém do Cruzeiro, nenhum dirigente neste período todo, procurou o Al-Whada para buscar um acordo.

Eles disseram que se sentiram frustrados e descrentes e que por isso não poderiam facilitar nada para o Cruzeiro neste momento.

Nós explicamos a eles que o clube também foi uma vítima de tudo o que aconteceu nos últimos anos, que agora são outras pessoas que estão à frente da instituição, e que temos a total intenção de resolver.

Já tínhamos tratativas avançadas desde a semana passada, e vamos fazer de tudo para evitar qualquer tipo de punição ao Cruzeiro", declarou Gonzalez.

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