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Por Agência Estado

Indicado criticou a esquerda durante sabatina no Senado

Por Agência Estado

A nomeação de um segundo juiz por Donald Trump aconteceu depois que Anthony Kennedy se aposentou.

Tido como conservador e indicado por Ronald Reagan, Kennedy passou a pender para o centro antes de sair do tribunal, fazendo alianças tanto com conservadores como com liberais e ficou identificado como o equilíbrio.

Mas sua aposentadoria e a indicação por Trump de Brett M.

Kavanaugh fez com que o tribunal consolidasse a composição mais conservadora da história recente. Ao ser sabatinado no Capitólio, Kavanaugh adotou uma abordagem criticada por especialistas em direito e Suprema Corte, ao se defender de acusações de assédio com ataques de que a denúncia seria uma conspiração de grupos de esquerda.

Não só as acusações atingiram a credibilidade do indicado, como sua defesa deixou transparecer seu posicionamento político.

Com maioria republicana, no entanto, o Senado confirmou sua nomeação. O papel do presidente da Corte, John Roberts, tem sido decisivo diante da polarização do tribunal.

Um levantamento do site FiveThirtyEight com análise de decisões da Suprema Corte de 1953 até o ano passado indicou que o tribunal não aumentou a frequência da alteração de precedentes durante a presidência de Roberts.

Mas, agora, quando há uma mudança de precedente ela tem acontecido por apenas um voto de diferença.

Em outras ocasiões, a virada aconteceu quando o tribunal chegava perto de consensos. "O presidente deu o voto de desempate, duas vezes, para preservar o Obamacare, impedir que uma pergunta de cidadania fosse incluída no censo e que o DACA fosse revogado neste momento", afirma o professor de direito da Universidade de Michigan e especialista na Corte Richard Friedman.

Indicado por George W.

Bush, Roberts tem dado vitórias pontuais à ala progressista, mas ainda é visto com desconfiança por democratas.

"Portanto, se houver outro juiz conservador nomeado no lugar de um dos liberais, o Tribunal se moverá um pouco para a direita e talvez Trump tenha mais liberdade para fazer o que quiser em um segundo mandato", afirma Friedman.

As informações são do jornal O Estado de S.

Paulo.

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