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Projeto propõe política de acolhimento a pessoas com doença falciforme em Itatiba

Por Redação

Foto: Divulgação

Um Projeto de Lei apresentado na Câmara Municipal de Itatiba propõe a criação da Política Municipal de Informação e Acolhimento às Pessoas com Doença Falciforme e seus Familiares, denominada “Acolher Falciforme Itatiba”. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso a informações confiáveis sobre a doença, estimular o diagnóstico precoce, oferecer acolhimento humanizado e fortalecer a integração entre os serviços municipais de saúde, educação e assistência social.

Apresentada em 10 de agosto de 2026, a proposta também estabelece ações de enfrentamento à desinformação, ao preconceito e ao racismo institucional relacionados à doença falciforme. Entre as medidas previstas estão a criação de uma rede de apoio para orientar pacientes e familiares desde o diagnóstico e a produção e distribuição de materiais informativos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), escolas e outros equipamentos públicos.

Para falar sobre a proposta e a importância de uma política municipal voltada às famílias que convivem com a doença, o Departamento de Jornalismo da Rádio CRN ouviu Gabriela Nicodemos, mãe de Arthur, que tem anemia falciforme do tipo SS. A partir da experiência vivida com o filho, Gabriela criou o Projeto Acolher, destinado a oferecer informação e apoio a outras famílias que passam por situações semelhantes.

Informação desde o diagnóstico

Segundo Gabriela, o diagnóstico da doença falciforme, muitas vezes identificado por meio do teste do pezinho, pode representar o início de um período de insegurança para os familiares, principalmente quando não há orientação suficiente sobre o tratamento e os cuidados necessários.

“O projeto de lei que está sendo criado aqui no município, que vai estar em votação agora em agosto, é para melhorar a vida dessas famílias e para que o município não negligencie mais essas famílias. Que elas sejam direcionadas, que encontrem informações reais, verdadeiras e médicas”, explicou.

Gabriela ressalta que uma das principais preocupações da iniciativa é garantir acompanhamento adequado desde os primeiros momentos após o diagnóstico, oferecendo suporte não apenas à criança, mas também aos familiares.

“Basicamente, o projeto Acolher é para acolher mães que, muitas delas, assim como eu, têm crise de pânico, depressão e não são assistidas. Temos crianças sem a medicação, sem o tratamento adequado”, relatou.

Rede de acolhimento

A proposta busca articular diferentes setores da administração municipal e os serviços já existentes, facilitando o encaminhamento das famílias para atendimento e orientação. O objetivo é estabelecer uma rede capaz de acompanhar as necessidades relacionadas à saúde e também demandas sociais.

Além do acolhimento, Gabriela destaca que o acompanhamento médico e a adesão ao tratamento são fundamentais para reduzir riscos e complicações decorrentes da doença. Nesse sentido, a ampliação do acesso à informação é apontada como uma das ferramentas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

“Resumidamente, nós queremos que essas famílias sejam direcionadas, ouvidas e acolhidas, e foi assim que surgiu esse projeto. Através da doença do meu filho, eu criei esse projeto de lei juntamente com o David Bueno para trazer melhorias para a vida dos falciformes do município”, destacou.

O texto deverá agora passar pela análise e votação dos vereadores da Câmara Municipal de Itatiba.

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