Zema condiciona retirada de candidatura ao Planalto a um movimento em 'bloco' de desistência
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Por Estadão Conteúdo
O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, indicou nesta terça-feira, 29, que permanece na corrida ao Planalto. Em jantar do grupo Esfera Brasil, o ex-governador de Minas defendeu que se apenas um postulante desiste da campanha, o quadro não muda, uma vez que a eleição caminha para ser resolvida em dois turnos.
Ele ponderou que, se um bloco de candidatos à direita desistir dos planos eleitorais a favor de Flávio Bolsonaro (PL), "aí muda de figura". "Mas sabemos que muito dificilmente isso vai acontecer", disse.
Após Ricardo Salles (Novo) abrir mão da candidatura ao Senado de São Paulo para apoiar os bolsonaristas Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), cresceu nos bastidores a pressão para que Zema também desista e apoie Flávio já antes do primeiro turno.
"Não me aliei a Flávio até neste momento e não irei me aliar no primeiro turno", disse Zema. Quanto ao segundo turno, reforçou que estará ao lado do PL. "Já deixei claríssimo que estarei contra o PT", disse.
Zema disse ter "compromisso com o seu partido e com apoiadores" de levar o projeto até o final. "Fica, na minha opinião, muito feio para um time sair de campo antes do jogo acabar", afirmou.
O candidato reconheceu ter dificuldades na campanha, mas diz acreditar nas propostas do Novo para o futuro do Brasil. Citou como exemplos as gestões do partido em Minas, Estado governado por ele entre 2019 e 2026, e a cidade de Joinville.