Senador é condenado por suposto favorecimento em condomínio de Morungaba
Foto: Andressa Anholete / Ag. Senado
O senador por São Paulo, Alexandre Giordano (MDB), foi condenado pela Justiça em ação relacionada à sua atuação como presidente da Associação dos Proprietários do Residencial Fazenda São Silvano, condomínio de alto padrão localizado em Morungaba (SP). A decisão envolve suposto favorecimento na contratação de empresa ligada à sua família para prestação de serviços no local.
O caso ganhou repercussão após revelação do portal Metrópoles, que noticiou conflitos entre o parlamentar e vizinhos, incluindo registros policiais por relatos de ameaças, acusações de falsidade ideológica e suspeitas de favorecimento em contrato para abastecimento de água por meio de caminhão-pipa.
O Residencial Fazenda São Silvano foi loteado em 2006 e integra uma área da Fazenda São Silvano. O empreendimento possui 63 lotes, com metragens entre 1 mil e 3 mil metros quadrados, além de estrutura comum que inclui restaurante, vila hípica e chalés para visitantes. Entre os proprietários estão executivos, dirigentes de instituições financeiras, membros do Ministério Público, políticos e o ex-jogador Amoroso, que atuou pelo São Paulo e pela Seleção Brasileira.
O condomínio está situado na mesma área de um hotel pertencente ao senador. Segundo reportagem do Metrópoles, Giordano destinou emenda parlamentar de R$ 3 milhões para obras de paisagismo em estrada de acesso à região.
Durante sua gestão à frente da associação de moradores, marcada por divergências com vizinhos sobre gastos e administração financeira, um dos principais pontos de contestação foi a contratação da empresa Enermade, de Lucca Giordano, filho do senador, para serviço de caminhão-pipa no valor de R$ 15 mil mensais.
De acordo com testemunha ouvida no processo, o contrato foi firmado 15 dias antes de Giordano deixar formalmente a presidência da associação. O documento previa cláusula de indenização equivalente a quatro meses de pagamento em caso de rescisão antecipada.
Em 2022, moradores contrataram auditoria independente para analisar as contas da gestão. O relatório, anexado aos processos judiciais em 2023, apontou que nenhuma das prestações de contas foi aprovada. Entre os questionamentos levantados estão despesas administrativas, gastos com combustível e investimentos na construção de um centro hípico.
O caso segue repercutindo no meio político e jurídico, enquanto a defesa do senador ainda pode recorrer da decisão. (com informações do portal Metrópoles)