Projeto de arborização escolar avança e Campinas planta mais de 700 mudas em um mês
Unidades estão recebendo plantas nativas da Mata Atlântica e espécies frutíferas desde a 2ª quinzena de setembro. Ação já contemplou 26 das 42 unidades previstas na proposta
Foto: Carlos Bassan/PMC
O projeto da Secretaria de Educação de Campinas para arborizar e melhorar o conforto térmico em escolas municipais avançou e, no período de um mês, 26 unidades receberam o plantio de 732 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica e de espécies frutíferas.
A proposta teve início na segunda quinzena de setembro e deve contemplar 42 escolas até o fim de novembro: 39 centros de educação infantil (CEIs) e três unidades do ensino fundamental com áreas que estavam sem árvores ou que reúnem poucas plantas. O número de mudas previsto em cada unidade varia conforme o espaço disponível.
“Apesar de Campinas ter registrado chuvas acima da média histórica em setembro e agora neste mês de outubro, conseguimos avançar bastante com o projeto. É um trabalho muito importante para valorizar a cultura de preservação do meio ambiente entre os alunos das nossas escolas”, explicou a secretária de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz.
O trabalho começou pelo Centro de Educação Infantil (CEI) Irmã Joana Kallajian, na Vila Padre Anchieta, e faz parte de um pacote de ações lançado pela Prefeitura para reduzir impactos das mudanças climáticas, como os provocados pelas ondas de calor.
Entre as espécies plantadas nas unidades estão ipê-amarelo, jacarandá-mimoso, araçá-amarelo, araçá-vermelho, pitanga e grumixama (conhecida como cereja-brasileira).
Benefícios
As escolas do projeto também têm potencial para ampliar o paisagismo. Com isso, elas podem enriquecer as áreas verdes com mudas ornamentais ou plantios em vasos.
A lista de escolas foi mapeada pelo Programa de Educação Ambiental da rede municipal (ProgEA), a partir de visitas e análises das unidades, além de diálogos com as equipes. O processo também contou com a participação dos núcleos regionais da Educação (Naeds).
Além da melhoria do conforto térmico, por meio do sombreamento, que favorece a ventilação natural e reduz a temperatura dos ambientes externos, a iniciativa amplia a biodiversidade nos espaços, aumenta a infiltração da água no solo e contribui para a regulação do microclima. A medida também valoriza o protagonismo das comunidades