Ponte do Esqueleto já foi palco de outros acidentes; relembre alguns
Foto; Wesley Almeida/EPTV
A Ponte do Esqueleto, estrutura ferroviária inacabada situada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, registra um histórico de quedas e acidentes graves nas últimas décadas. O local, desativado há mais de 30 anos e sob responsabilidade do governo federal, atrai ciclistas, pedestres e praticantes de esportes verticais, apesar da ausência de sinalização e de barreiras de proteção.
Em 1999, um instrutor de mergulho que praticava rapel na estrutura sofreu uma queda devido ao rompimento de cabos de ancoragem. A vítima sofreu fraturas expostas nos membros inferiores.
Em março de 2012, o Corpo de Bombeiros realizou o resgate de um adolescente de 16 anos que caiu em uma das canaletas de escoamento da cabeceira da ponte. O jovem caminhava pelos trilhos desativados no período noturno quando perdeu o equilíbrio. Ele sofreu escoriações generalizadas e uma fratura no braço esquerdo.
Em setembro de 2015, um jovem de 24 anos sofreu ferimentos graves durante um salto pendular (rope jump). Houve um erro no cálculo da extensão da corda elástica, o que fez com que o praticante atingisse o solo antes do retorno do equipamento. O impacto causou traumatismo craniano e fraturas múltiplas. O caso gerou a abertura de um inquérito policial para investigar a responsabilidade da empresa organizadora do evento.
Em novembro de 2017, um homem de 32 anos sofreu uma queda de aproximadamente 10 metros de altura enquanto realizava a descida de rapel na estrutura. O cabo de sustentação rompeu-se durante a atividade. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros com fraturas nos membros inferiores e na bacia, sendo transferida para a Santa Casa de Limeira.
Em 2020, uma mulher sofreu ferimentos ao realizar um salto pendular. Durante a execução da manobra, ela colidiu contra uma das pilastras de sustentação da ponte. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.
No dia 14 de abril de 2024, a ciclista Kelly Stefani de Oliveira Alves, de 36 anos, morreu após cair da estrutura. Ela realizava um trajeto de bicicleta acompanhada pelo marido e por um grupo de ciclistas quando perdeu o equilíbrio e caiu de uma altura de aproximadamente 15 metros. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima morreu no local. O boletim de ocorrência foi registrado como morte suspeita e queda acidental na Delegacia de Polícia de Limeira.
Em agosto de 2025, duas mulheres caíram da plataforma da ponte. Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para realizar o salvamento na parte inferior da estrutura. Ambas as vítimas sofreram fraturas múltiplas e foram encaminhadas para unidades hospitalares de Limeira e Cordeirópolis.
A estrutura pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) e o território está sob a jurisdição da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). As prefeituras de Limeira e Cordeirópolis não possuem autorização legal para realizar intervenções físicas ou bloqueios na área por se tratar de um patrimônio federal. Não há vigilância privada ou cercamento no acesso à ponte.
* com informações da Rádio CBN Campinas