Para reter talentos, empresas olham além do salário
Saúde, flexibilidade e qualidade de vida ganham espaço nas estratégias para manter profissionais e sustentar o desempenho
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Reter profissionais de alta performance se tornou uma prioridade para 98% das empresas brasileiras em 2026, segundo o estudo ROI do Bem-Estar 2026. O índice brasileiro está dez pontos acima da média global, de 88%. A pesquisa também mostra uma relação entre a permanência desses profissionais e as condições oferecidas pelas organizações. Entre os líderes de RH ouvidos, 85% afirmam que programas de bem-estar ajudam a reter talentos de alta performance, enquanto 83% associam essas iniciativas ao engajamento.
Para Andre Purrio, CEO da Alymente, os números refletem uma mudança na forma como as empresas encaram a gestão de pessoas. "O que se observa é uma mudança de paradigma, onde o desempenho sustentável depende cada vez mais de condições estruturais de bem-estar, não apenas de cobrança por resultado", afirmou em entrevista à Você RH.
Saúde corporativa como motor da produtividade e engajamento
Saúde física, saúde mental, segurança psicológica, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e condições adequadas para a execução das atividades fazem parte de uma estratégia mais ampla de saúde corporativa.
O estudo aponta que 98% das empresas brasileiras afirmam que programas de bem-estar melhoram a produtividade dos colaboradores. Para o RH, isso significa acompanhar indicadores que vão além da adesão aos benefícios. Taxas de turnover, absenteísmo, presenteísmo, pesquisas de clima e engajamento podem ajudar a identificar se as iniciativas estão alcançando as equipes e quais pontos precisam ser ajustados.
É importante observar indicadores como turnover, absenteísmo e adesão aos programas de saúde. O acompanhamento desses dados permite relacionar as ações de bem-estar à experiência dos colaboradores e às decisões de gestão.
Estratégias para estruturar benefícios de saúde e atividade física
Uma política de bem-estar precisa considerar as características da força de trabalho. Oferecer a mesma solução para todos os profissionais pode limitar a adesão, especialmente quando as equipes têm diferentes idades, rotinas, modelos de trabalho e necessidades.
Estratégias que podem ser consideradas pelo RH: programas de atividade física e incentivo a hábitos saudáveis, iniciativas de acompanhamento e prevenção em saúde, ações de saúde mental e apoio psicológico, estímulo a pausas e limites de jornada, políticas de flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal.
A escolha dos benefícios também pode ser orientada por pesquisas internas. Questionários de clima, conversas com equipes e dados de utilização ajudam a identificar quais iniciativas são mais relevantes para os colaboradores.
No processo de estruturação dos benefícios empresariais, compreender como contratar wellhub surge como uma etapa estratégica para as equipes de recursos humanos que procuram oferecer soluções integradas de atividade física e saúde mental aos colaboradores.
O impacto do investimento no bem-estar para o futuro das empresas
A relação entre bem-estar e retenção também passa pela capacidade de criar condições para que os profissionais mantenham sua produtividade ao longo do tempo. A pesquisa aponta que 82% dos líderes de RH consideram os programas de bem-estar importantes para sustentar o desempenho dos profissionais de alta performance.
Isso coloca o RH diante de uma tarefa que envolve mais do que escolher benefícios: entender quais fatores influenciam a permanência, acompanhar resultados e ajustar políticas conforme as necessidades das equipes.
Na prática, reduzir o turnover depende de um conjunto de fatores, como remuneração, possibilidade de desenvolvimento, liderança, reconhecimento, flexibilidade e ambiente de trabalho. As políticas de saúde entram nessa equação como uma das formas de apoiar a experiência do colaborador.
Como resume Purrio, a discussão passa a considerar que profissionais de alto desempenho não respondem somente a incentivos financeiros, mas também às condições oferecidas para manter uma produtividade consistente ao longo do tempo.
Para as empresas, estruturar políticas de bem-estar com objetivos claros e indicadores de acompanhamento pode aproximar as decisões de Recursos Humanos dos resultados organizacionais, sem transformar a saúde dos colaboradores apenas em uma métrica de produtividade.