Operação da Sabesp flagra quase 500 casos de furto de água em 2025 na região
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A Sabesp intensificou o combate a fraudes no abastecimento e registrou, ao longo de 2025, quase 500 casos de furto de água nas regiões de Jundiaí, Campinas e Piracicaba. A chamada Operação Gato Molhado realizou 2.073 inspeções no período, resultando em 493 irregularidades confirmadas, acendendo um alerta para a prática ilegal que pode gerar prejuízos ao sistema e à população.
O maior número de ocorrências foi identificado em imóveis residenciais, com 433 casos em 1.867 vistorias. Também foram constatadas irregularidades em estabelecimentos comerciais, indústrias, bares, restaurantes e outros segmentos com alto consumo de água.
De acordo com o diretor de Combate a Fraudes da companhia, Luiz Renato Fraga, o avanço no uso de tecnologia tem sido fundamental para identificar desvios. Sistemas de monitoramento apontam consumos fora do padrão, o que gera inspeções em campo. Quando a fraude é confirmada, são adotadas medidas legais e o responsável pode ser encaminhado à delegacia.
Já o coordenador de Combate às Irregularidades, Gabriel Seibarauskas, destaca que, em períodos de escassez hídrica, a fiscalização ganha ainda mais importância. Segundo ele, além de coibir o furto, a operação garante que a água produzida chegue de forma regular e justa à população, preservando os mananciais e a segurança do sistema de abastecimento.
Fiscalização permanente
Criada para combater ligações clandestinas, adulterações de hidrômetros e outras fraudes, a Operação Gato Molhado reúne equipes técnicas, análise de dados e ações em campo. O trabalho é contínuo e prioriza setores com maior consumo, como construção civil, academias, lava-rápidos, indústrias e comércios em geral, onde o impacto do desvio de água pode ser mais significativo.
Crime e prejuízo coletivo
O furto de água é considerado crime, conforme o artigo 155 do Código Penal, podendo ser enquadrado como furto qualificado, com pena de até oito anos de prisão, além de multa e interrupção do fornecimento.
Além das consequências legais, a prática afeta diretamente o abastecimento, reduzindo a pressão na rede e aumentando o risco de desabastecimento, principalmente em áreas mais afastadas e vulneráveis. A Sabesp reforça a importância da colaboração da população para denunciar irregularidades e contribuir com o uso consciente dos recursos hídricos.