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Operação Coffee Break: ex-secretário de Educação de Sumaré é preso e secretária de Itu é alvo da operação

Por Redação

Foto: Policia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a quarta fase da Operação Coffee Break e colocou uma tornozeleira eletrônica na secretária de finanças de Itu, Monis Marcia Soares. Ela foi encontrada em casa, em Jundiaí, e é alvo de medidas judiciais que incluem monitoramento eletrônico, afastamento de função e bloqueio de bens.

A PF também prendeu José Aparecido Ribeiro Marin, ex-secretário de educação de Sumaré, que já estava monitorado desde a etapa anterior da investigação. Os advogados dele, Danilo Campagnollo Bueno e José Sérgio do Nascimento Júnior, aguardam a liberação da decisão judicial que determinou a nova prisão para se pronunciar apropriadamente. Eles disseram que, em conversa com a equipe da Polícia Federal, um dos motivos seria o vazamento de informações desta fase da operação. A defesa alega que Marin cumpria todas as medidas cautelares.

A ação desta quinta-feira cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Campinas, Jundiaí, Americana, Itu e Sumaré. O objetivo é investigar fraudes em licitações da secretaria de educação de Sumaré entre 2021 e 2025. A PF também apura suspeitas de lavagem de dinheiro para esconder a origem de valores desviados do orçamento público.

A Operação Coffee Break investiga o superfaturamento de contratos ligados à empresa Life Tecnologia Educacional. Segundo as apurações, o esquema movimentou cerca de 128 milhões de reais entre 2021 e 2024, com kits de robótica e softwares vendidos com forte sobrepreço. Em alguns casos, produtos de 1 real foram repassados ao poder público por 80 reais.

A primeira fase, em novembro de 2025, prendeu integrantes do alto escalão da prefeitura de Hortolândia e mirou contratos de quase 18 milhões de reais. Em Sumaré, Marin foi alvo de mandado de prisão e depois conseguiu habeas corpus. Em janeiro deste ano, a PF apreendeu armas e munições em uma chácara ligada ao ex-secretário, na terceira etapa da operação.

As investigações também motivaram a abertura de comissões de investigação nas câmaras de Hortolândia e Limeira, onde contratos de quase R$ 12 milhões são analisados.

Os investigados podem responder por corrupção, peculato, fraude em licitação, contratação direta irregular, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas que podem chegar a 60 anos.

A Prefeitura de Itu afirma que a operação não tem nenhuma relação com os atos administrativos da atual gestão e que nunca teve qualquer contrato com a Life Tecnologia Educacional. A secretária será exonerada ainda nesta quinta-feira, conforme nota oficial.

A CBN Campinas apurou que Monis foi secretária de ao menos três pastas de Sumaré desde 2017: Finanças, Administração e Governo. A Prefeitura de Sumaré disse que tomou conhecimento da operação realizada nesta quinta, mas que não foi cumprido nenhum mandado em prédios públicos. A administração afirma que os fatos investigados aconteceram em gestões anteriores, e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

* com informações da Rádio CBN Campinas

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