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Nora é presa após agredir sogra de 74 anos

Por Redação

Por Ivan Machado / Jornal da Região

Uma mulher de 35 anos foi presa em flagrante no Núcleo Residencial Porto Seguro, em Itatiba, após agredir a sogra, de 74 anos, que passa por exames por suspeita de Alzheimer.

A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de maus-tratos a idosa.

Ao chegar, a equipe se deparou com a nora saindo da residência e xingando a idosa, chamando-a de “asquerosa, velha encardida, nojenta” e dizendo que “essa velha tem que morrer”.

A idosa foi encontrada amparada pelo filho.

Ela reclamava de dores na cabeça e relatou ter sido pega pelas costas, jogada contra a parede e ter batido a cabeça várias vezes, apresentando um “galo” na nuca.

Em alguns momentos, a vítima dizia desconhecer a nora e, em outros, afirmava que ela era sua nora — reflexo do quadro de suspeita de Alzheimer, segundo o filho.

O filho contou que, ao chegar do trabalho, encontrou a mãe e a companheira dele se agredindo, separou as duas e amparou a mãe.

A agressora, visivelmente embriagada, se recusou a dar sua versão no local e recebeu voz de prisão, sem uso de algemas.

As partes foram levadas à Santa Casa de Itatiba, onde a vítima passou por atendimento médico e permaneceu em observação, acompanhada pelo filho. Por isso, ela não pôde ser ouvida pela Polícia Civil.

Em interrogatório, a mulher disse que é nora da vítima e que as duas estavam bebendo desde as 13h. Ela afirmou não se recordar de ter agredido a sogra, lembrou que a idosa se escondeu e estava procurando por ela, e disse que uma vizinha e o próprio companheiro a acusaram. Segundo ela, nunca teve problemas com a sogra.

A delegada Gabriela T. de Siqueira Peres decretou a prisão em flagrante por lesão corporal em contexto de violência doméstica. As ofensas proferidas contra a condição de pessoa idosa serão apuradas no inquérito, aguardando-se a representação da vítima. O boletim foi digitado pelo escrivão Mario.

A fiança não foi arbitrada, pois a soma das penas ultrapassa quatro anos e há risco à integridade da ofendida.

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