Mudanças no comportamento alimentar e busca por longevidade
Hábitos mais saudáveis e avanço da suplementação reforçam a alimentação como aliada da prevenção e da qualidade de vida
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A busca por atividades físicas, mudança no comportamento alimentar e estratégias de longevidade se intensificou nos últimos anos no Brasil e passou a influenciar decisões de consumo. Nesse sentido, o país ocupa a terceira posição global em expansão da demanda por suplementos alimentares, de acordo com a Future Market Insights (FMI).
Além disso, o mercado de produtos nutricionais movimenta cerca de R$ 10 bilhões e registrou crescimento de 8% em 2024, conforme a Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri).
Assim, escolhas alimentares, consumo e qualidade de vida passam a caminhar juntos, consolidando a alimentação como peça central nas estratégias de longevidade.
A evolução do comportamento alimentar no Brasil
Uma análise publicada na edição de março de 2024 da revista Hortifruti Brasil, da Universidade de São Paulo, mostra que, nos anos 2000, a intensificação das rotinas urbanas favoreceu o consumo de alimentos processados e ultraprocessados, reduzindo a presença de frutas e hortaliças frescas no cotidiano.
Já na década de 2010, as redes sociais passaram a influenciar diretamente as escolhas alimentares. Então, influenciadores digitais impulsionaram marcas e hábitos de consumo. Paralelamente, cresceram discussões sobre qualidade nutricional e valorização da chamada “comida de verdade”.
Por sua vez, nos anos 2020, os efeitos do pós-pandemia ampliaram o olhar da população para saúde, estilo de vida e origem dos alimentos. Como consequência, o consumidor passou a priorizar escolhas com impacto na saúde, no meio ambiente e na longevidade.
Longevidade e a importância da saúde muscular
Esse novo comportamento alimentar se conecta diretamente ao envelhecimento da população brasileira. Em 2024, a expectativa de vida chegou a 76,6 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Viver mais, porém, trouxe um novo desafio: manter a qualidade de vida.
Nesse contexto, a saúde muscular ganha protagonismo. A perda de massa magra, conhecida como sarcopenia, pode começar por volta dos 40 anos e se intensificar com o envelhecimento, especialmente em pessoas sedentárias ou com dietas inadequadas. Por isso, a manutenção da massa magra se torna um dos pilares para envelhecer com saúde.
O músculo atua como um órgão metabólico essencial. Ele participa do controle da glicose, do equilíbrio hormonal, protege articulações e sustenta atividades básicas do cotidiano. Dessa forma, preservar a saúde muscular contribui para reduzir o risco de quedas, auxiliar no controle da pressão arterial e favorecer o bem-estar geral.
O papel estratégico da suplementação na dieta moderna
Os suplementos alimentares no Brasil passam a ocupar um papel estratégico na dieta contemporânea. Com rotinas intensas e necessidades nutricionais específicas, surgem como aliados, especialmente quando o organismo não recebe nutrientes suficientes apenas por meio da dieta. Entre os mais conhecidos, estão:
· Whey protein: o whey protein é uma proteína de alto valor biológico que auxilia na recuperação e no crescimento muscular.
· Creatina: substância ligada ao fornecimento de energia para as células musculares e ao aumento de força.
· Vitaminas e minerais: atuam em funções imunológicas, cognitivas, ósseas e cardiovasculares.
No entanto, a suplementação deve ser complementar, e não substituir uma alimentação equilibrada. Por isso, é fundamental buscar um nutricionista para garantir o uso adequado.
O futuro do bem-estar e da nutrição preventiva
A preocupação com alimentação, qualidade de vida e prevenção deve permanecer em evidência nas próximas décadas. De acordo com análise da revista Hortifruti Brasil, essa pauta tende a seguir relevante pelo menos até 2040.
O movimento está diretamente ligado ao fato de a população buscar cada vez mais bem-estar e saúde mental como parte da rotina, o que amplia o olhar sobre a nutrição e fortalece estratégias preventivas.