Morte de empresário de Amparo em quarto de hotel é investigada
Está envolvida em mistério a morte de um bem sucedido empresário do ramo de cosméticos, de produtos para pets e de empreendimentos imobiliários que morava em Amparo, estância hidromineral do Circuíto das Águas Paulista, ocorrida quintafeira (1º de janeiro), no quarto de um hotel três estrelas, em Campinas. Mário Juliano Scavroni, de 46 anos, foi encontrado sem vida por funcionários do hotel no quarto 104. Não havia sinais de violência no corpo, segundo a Polícia Civil, que registrou o caso como morte suspeita e aguarda resultado da autópsia e do exame toxicológico que foi feito pelo Instituto Médico Legal (IML). O corpo do empresário foi sepultado ontem e a família não se pronunciou.
O empresário estava condenado desde 2024 a três anos de prisão por porte ilegal de arma, após ter sido preso em flagrante em fevereiro do ano anterior com uma pistola de calibre Ponto 40. Os advogados de defesa estavam recorrendo da sentença desde o ano passado.
No quarto, policiais encontraram R$ 4,7 mil em dinheiro vivo, um grama “de substância aparentando ser cocaína”, além de “diversos remédios de marcas e princípios ativos diferentes”, conforme registro oficial. O delegado José Carlos Fernandes da Silva, diretor da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Campinas, disse que vai esperar o laudo para confirmar a causa da morte. “ Antes disso, não tem o que fazer”, comentou. O delegado Ruy Flávio de Carvalho Pegolo, da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), confirmou que não havia lesão no corpo. “Foi coletado sangue para apurar se existe alguma substância no corpo. Mas, a apuração, por hora, ainda depende dos laudos”.
O empresário fez o check-in às 4 da madrugada de quinta-feira. Ele chegou ao hotel, que fica no Jardim do Trevo, sozinho e dirigindo um carro importado modelo Camaro 2SS, branco, avaliado em cerca de R$ 415 mil. Segundo um recepcionista, de 40 anos, em depoimento à Polícia, “o hóspede aparentava nervosismo, o que lhe causou estranheza”.
O corpo foi encontrado por volta das 14 horas por uma atendente do hotel, de 26 anos, que avisou a recepção do hotel e chamou a Polícia Militar (PM) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A médica Silvana Machado constatou a morte do empresário, que estava sobre a cama.
Investigadores da Polícia Civil encontraram um motorista, de 26 anos, que transporta pessoas por chamada de aplicativo, que alegou ter conversado com o empresário na madrugada de quinta-feira na Avenida Orosimbo Maia. O motorista contou aos policiais que ao sair da Maternidade de Campinas foi abordado pelo ocupante do Camaro branco, que perguntou se o prédio da Maternidade era um hotel, “afirmando que teria discutido com a esposa e que buscava um estabelecimento para se ocultar”. Então, o motorista por aplicativo indicou o hotel que fica na Rua Fernão Pompeu de Camargo.
A Policia conseguiu falar com a esposa do empresário . Ela contou que Mário Scavroni saiu de casa, em Amparo, na tarde do dia 31 e “que estaria fazendo uso intenso de cocaína”. Os detalhes do depoimento da mulher foram mantidos em sigilo pela Polícia Civil. Os motivos do empresário estar com o dinheiro e os medicamentos não foram esclarecidos. O sepultamento aconteceu ontem no cemitério do Sylvestre, em Amparo, em cerimônia reservada para a família e alguns amigos. Ele era casado, mas, não tinha filhos.
* com informações de Bargas Filho / Jornal Correio Popular