Itatiba tem 11 mulheres atendidas pelo Auxílio-Aluguel em agosto
Foto: Francisco Cepeda / Govesp
Itatiba registrou 11 mulheres vítimas de violência doméstica beneficiadas pelo Auxílio-Aluguel em agosto de 2026. Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, 17 mulheres do município já receberam o benefício, criado pelo Governo do Estado de São Paulo para oferecer condições financeiras às vítimas que precisam se afastar de relações violentas e reconstruir suas vidas com maior segurança e autonomia.
Os números de Itatiba integram o balanço consolidado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS). Na Região Administrativa de Campinas, o Auxílio-Aluguel chegou, em agosto, a 949 mulheres inscritas no programa até julho, representando investimento mensal de R$ 474,5 mil. O dado mostra a dimensão da demanda regional por mecanismos que auxiliem mulheres em situação de violência doméstica a romper o ciclo de agressões.
Em todo o Estado de São Paulo, 5,8 mil mulheres receberam o auxílio em agosto, com mais de R$ 2,9 milhões destinados ao pagamento do benefício. O programa já chegou a 593 municípios paulistas, tendo a rede municipal de assistência social como porta de entrada para o cadastramento.
O Auxílio-Aluguel prevê o pagamento de R$ 500 mensais durante seis meses, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. Para ter acesso, a mulher deve possuir medida protetiva expedida pela Justiça, morar no Estado de São Paulo, estar em situação de vulnerabilidade e ter renda, até o momento da separação, de no máximo dois salários mínimos.
O cadastramento é realizado pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Depois da análise e aprovação, os recursos são disponibilizados diretamente às beneficiárias por meio de Poupança Social no Banco do Brasil. Além da transferência de renda, a iniciativa busca aproximar as mulheres de outros serviços de proteção social, orientação e acompanhamento.
Onde buscar ajuda
Mulheres vítimas de violência podem procurar os CRAS, CREAS e serviços de referência de atendimento à mulher, além de UBS, pronto-socorros e hospitais. Também estão disponíveis as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), demais unidades policiais e os órgãos do Sistema de Justiça. Para orientação e denúncias, o canal nacional é o Ligue 180. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.