Itatiba não registra casos de sarampo, mas cobertura vacinal ainda está abaixo da meta
Município tem cobertura de 90% na primeira dose e 75% na segunda; Saúde reforça vacinação diante do aumento de casos no Estado de São Paulo
Foto: Govesp
Itatiba não registrou, até o momento, nenhum caso confirmado de sarampo em 2026. Apesar do cenário local favorável, a Secretaria Municipal de Saúde mantém o alerta diante do aumento de casos registrado no Estado de São Paulo e reforça a importância da atualização da vacinação, principal forma de prevenção contra a doença.
As informações foram fornecidas pela Secretaria da Saúde da Prefeitura de Itatiba ao Jornal de Itatiba (JI). Segundo a pasta, por meio do Departamento de Vigilância Epidemiológica, o município mantém acompanhamento permanente de possíveis casos suspeitos, seguindo os protocolos de investigação e notificação estabelecidos pelas autoridades sanitárias estadual e federal.
Um dos pontos de atenção é a cobertura vacinal. Atualmente, Itatiba apresenta índice de 90% para a primeira dose da vacina contra o sarampo e de 75% para a segunda. A primeira dose da tríplice viral é recomendada aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses. Os números mostram a necessidade de ampliar a adesão à imunização, especialmente em relação à segunda aplicação.
Busca ativa
A Secretaria de Saúde informou que realiza acompanhamento sistemático da situação vacinal da população e desenvolve estratégias para localizar pessoas com doses em atraso, principalmente crianças e adolescentes. Nas Unidades de Saúde, as equipes conferem as cadernetas e, quando necessário, promovem busca ativa.
O trabalho também pode contar com a participação dos Agentes Comunitários de Saúde, que auxiliam na identificação de famílias que precisam atualizar a vacinação. Pais e responsáveis que não tenham certeza sobre as doses recebidas pelas crianças devem procurar a Unidade de Saúde de referência para verificar a situação.
Diante do cenário observado no Estado, a Vigilância Epidemiológica de Itatiba também mantém atenção para a identificação, investigação e acompanhamento de casos suspeitos, além de reforçar as orientações às equipes de saúde e estimular a atualização da vacinação.
A Prefeitura já havia adotado medidas preventivas ao longo deste ano. Em abril, a Vigilância em Saúde divulgou orientação específica às pessoas que pretendiam viajar para países com circulação do vírus durante a Copa do Mundo, destacando a necessidade de conferir previamente a situação vacinal.
Vacina disponível na rede municipal
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do SUS e está disponível na rede municipal de Itatiba, de acordo com o público-alvo, esquema vacinal e disponibilidade do imunizante.
A vacinação nos postos municipais ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 15h30. A orientação é comparecer à unidade de referência levando a caderneta de vacinação. Quem não possui mais o documento também pode procurar o serviço, levando um documento de identificação. A equipe verificará os registros disponíveis e fará a avaliação das doses necessárias.
Para adultos que não sabem se foram imunizados ou possuem esquema incompleto, a recomendação também é procurar uma Unidade de Saúde. Conforme o Calendário Nacional de Vacinação, pessoas de 5 a 29 anos devem ter duas doses da vacina, enquanto aquelas de 30 a 59 anos devem ter uma dose, considerando o histórico vacinal.
Atenção aos sintomas
Febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite estão entre os principais sintomas que podem indicar sarampo. A doença é altamente transmissível e pode causar complicações, principalmente em crianças pequenas e pessoas mais vulneráveis.
Diante desses sinais, especialmente quando houver viagem recente ou contato com alguém com suspeita ou diagnóstico da doença, a orientação é procurar atendimento e informar imediatamente aos profissionais de saúde sobre a possibilidade de exposição ao vírus.
Enquanto houver suspeita, a pessoa deve evitar contato com outras pessoas, principalmente crianças pequenas, gestantes e imunossuprimidos, além de evitar locais de grande circulação. A rápida notificação permite que a Vigilância Epidemiológica faça a investigação e adote as medidas necessárias para reduzir o risco de transmissão.
A atenção deve ser redobrada após viagens. Caso apareçam febre e manchas pelo corpo, principalmente nos primeiros 21 dias após o retorno, a recomendação é evitar contatos e buscar atendimento imediatamente, informando o histórico da viagem.