Itatiba não registra casos de febre amarela em 2026, mas mantém alerta e reforça vacinação
Foto: Govesp
A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Itatiba informou que, até o momento, o município não registrou casos suspeitos ou confirmados de febre amarela em 2026. Apesar do cenário local positivo, o alerta permanece, já que o Estado de São Paulo contabiliza ocorrências da doença neste ano, o que exige atenção contínua por parte da população e dos serviços de saúde.
Desde 2019, todo o Estado é considerado área com recomendação de vacinação contra a febre amarela, devido ao risco de circulação do vírus, principalmente em regiões de mata. Em Itatiba, a cobertura vacinal atingiu 70% em 2025, índice que a Secretaria de Saúde considera abaixo do ideal para garantir proteção coletiva. Por isso, o município reforça a importância de ampliar a imunização, sobretudo entre pessoas ainda não vacinadas ou mais expostas a áreas de risco.
A vacina está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde de Itatiba, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Devem se vacinar crianças a partir de nove meses (com reforço aos quatro anos), pessoas de cinco a 59 anos que ainda não receberam a dose e também quem foi imunizado anteriormente com a dose fracionada. A Prefeitura destaca que novas ações, como campanhas e mutirões, podem ser realizadas conforme o cenário epidemiológico, incluindo estratégias em eventos com grande circulação de pessoas.
Entre os principais sintomas da febre amarela estão febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas e vômitos. Nos casos mais graves, podem surgir icterícia — caracterizada pelo amarelamento da pele e dos olhos — além de sangramentos. Diante de qualquer sinal suspeito, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes.
A principal forma de prevenção continua sendo a vacinação. Além disso, a população deve adotar medidas de proteção individual, como uso de repelente — especialmente em áreas de mata —, roupas que cubram braços e pernas, além de evitar locais de risco sem a devida proteção. Como a transmissão ocorre exclusivamente pela picada de mosquitos infectados, essas ações ajudam a reduzir a exposição e prevenir a doença.