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Por Roberto

Inquérito aponta quatro vezes mais infectados por coronavírus em Campinas

A faixa etária predominante é de 20 a 59 anos, com média de 49 anos, sendo que a maioria é homem

Por Roberto

Levantamento realizado em Campinas pelo Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) e o Departamento de Saúde Coletiva da Unicamp aponta que a cidade tem cerca de quatro vezes mais pessoas infectadas do que as notificadas pelos órgãos de Saúde, ou seja, a cada quatro pessoas com a Covid-19, uma é notificada. O número é inferior ao restante do Brasil, que tem um índice de sete a dez vezes maior que as notificações, de acordo com pesquisa da Universidade de Pelotas. Os dados foram baseados em inquérito sorológico e divulgados na tarde desta segunda-feira, 29 de junho, pelo prefeito Jonas Donizette, em transmissão ao vivo na internet.

“O trabalho nos mostrou que estamos tendo mais capacidade de reconhecer casos e de fazer diagnósticos que outros locais com índices maiores”, disse o secretário de Saúde Carmino de Souza.

A testagem foi realizada entre 9 e 20 de junho em todas as regiões da cidade com o objetivo de conhecer a circulação real da Covid-19 em Campinas. O resultado era esperado, já que no mundo inteiro apenas 20% das pessoas infectadas buscam ajuda. A grande maioria é assintomática ou tem sintomas brandos.

Foram aplicados testes rápidos por meio de sorteio em 1.937 pessoas. Do total, 2,22% das pessoas testadas, ou seja, 43 tiveram resultado positivo. Isso significa uma estimativa de que 27.087 campineiros já tiveram a Covid-19. Até a data de hoje foram notificados para o Devisa 7.848 casos positivos.

Os casos positivos encontrados no inquérito foram para o banco de dados do Devisa.

Metodologia

As 1.937 pessoas foram testadas em casa pelos profissionais dos centros de saúde de referência. Foram realizados testes rápidos, que são feitos por meio de uma amostra de sangue colhida do dedo dos pacientes. Os participantes também responderam a um questionário.

Perfil

A faixa etária predominante é de 20 a 59 anos, com média de 49 anos, sendo que a maioria é homem. A prevalência maior de casos é na Região Noroeste; seguida pela Norte; Sudoeste; Sul; e Leste. “ As regiões que tivemos mais notificações de casos confirmados foram a Sul e a Leste, mas o inquérito mostrou uma tendência de casos em regiões mais distantes do Centro da cidade, como a Noroeste, onde fica o Campo Grande”, comentou o prefeito.

O secretário de Saúde acrescentou que os dados mostram uma migração da epidemia para a periferia.

A maioria das pessoas infectadas só usa máscara às vezes e não usa álcool gel ao sair de casa.

Uma segunda testagem poderá ser realizada em Campinas. A realização do trabalho ainda está em estudo.

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