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Por Agência Estado

Ibaneis estuda reabrir em agosto: 'Ninguém fica em casa'

Por Agência Estado

No mesmo dia em que decretou estado de calamidade pública pela pandemia da covid-19, o governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), disse estudar a reabertura total, até o começo de agosto, de bares, restaurantes, escolas e outras atividades.

Em entrevista ao Estadão, Ibaneis afirmou que "restrições" já não servem para nada, pois se esgotou o "limite" da população.

"Vai ser tratado como gripe, como isso deveria ter sido tratado desde o início." "Pedi para o pessoal fazer o estudo (para a reabertura).

Até início de agosto eu deixaria tudo aberto.

E nem seria com restrições, não.

Restrição não serve mais para nada.

Você não consegue mais fazer com que as pessoas fiquem em casa.

O limite do isolamento já chegou.

Ninguém fica em casa mais", disse.

Ibaneis afirma não temer aumento de casos e óbitos após a retomada de atividades.

"Não adianta querer colocar nas minhas costas o sofrimento dos outros." O número de internações no DF tem aumentado.

Segundo dados do governo local, estão ocupados 91,32% dos 219 leitos de UTI para a covid-19 da rede privada.

Já em hospitais públicos, 61,4% dos 500 leitos reservados estão ocupados. "Tenho 200 leitos de UTI sobrando.

Tenho 170 leitos na UTI que, se eu quiser, dou uma canetada, já combinado com eles, estou pagando, e coloco à disposição da população." Segundo boletim do governo local, o DF tem 47.071 casos da covid-19 e 559 mortos.

Ao declarar estado de calamidade pública, o governo admite precisar de mais recursos públicos da União para enfrentar a pandemia.

Ibaneis, no entanto, disse que a medida foi meramente burocrática.

O governador também elogiou o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, com quem disse que jantará hoje.

"Pandemia é guerra.

Guerra se trata com general.

O general Pazuello tem de ser confirmado como ministro da saúde.

Ele vai ser o maior ministro da história do Brasil", afirmou.

Para o governador, "houve falta de atenção no tratamento" da covid-19 no Brasil.

"Essa doença foi tratada no início como se o Brasil fosse regionalizado.

Totalmente equivocado.

São Paulo é a porta de entrada de qualquer tipo de pessoa no Brasil porque tem o maior aeroporto do Brasil.

Tinha de ser sido tratado de forma individual.

O Rio tinha um carnaval que se aproximava com todos os estrangeiros que estavam chegando...

Pegaram a doença e largaram ela por aí como se não fosse responsabilidade de ninguém." As informações são do jornal O Estado de S.

Paulo.

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