Grendacc: Campanha de doação de medula óssea reforça importância da solidariedade
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Uma simples coleta de sangue pode representar a esperança de cura para pacientes que enfrentam doenças graves. Com esse objetivo, será realizada no dia 19 de setembro uma campanha regional de cadastro de potenciais doadores de medula óssea, no Grendacc, em Jundiaí. A mobilização acontece das 9h às 14h e busca ampliar o número de voluntários inscritos no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), aumentando as chances de pacientes encontrarem um doador compatível.
A iniciativa é organizada pelo grupo Medula Óssea Jundiaí, com apoio do Hemocentro da Unicamp, e tem como principal desafio ampliar a diversidade genética do cadastro. A compatibilidade entre doador e paciente depende de características genéticas específicas, e muitas vezes a única possibilidade de transplante está na localização de um voluntário fora do círculo familiar.
DOADORA POLONESA
Um dos exemplos que reforçam a importância da campanha é a história da pequena Mariana, que recebeu uma nova chance de vida graças a uma doadora encontrada na Polônia. Diagnosticada com anemia aplástica ainda bebê, a menina precisou de um transplante de medula óssea e só encontrou uma doadora 100% compatível no banco internacional. O gesto da voluntária polonesa possibilitou a recuperação da criança e transformou a família de Mariana em uma das grandes incentivadoras das campanhas de cadastro.
Segundo especialistas, o transplante de medula óssea pode ser fundamental no tratamento de diversas doenças do sangue, como leucemias e outras enfermidades hematológicas. Quando não há um doador compatível na família, o paciente depende dos registros nacionais e internacionais para encontrar alguém que possa realizar a doação.
Para participar do cadastro, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado geral de saúde e apresentar documento oficial com foto. O procedimento é rápido: o voluntário preenche um formulário e realiza a coleta de aproximadamente 8 ml de sangue, que será utilizada para o teste de compatibilidade genética (HLA). Os dados ficam armazenados de forma sigilosa e o doador só será chamado caso seja identificado como compatível com algum paciente.
A campanha reforça que cada novo cadastro aumenta as possibilidades de uma pessoa que aguarda por um transplante encontrar o seu “match” genético. Muitas vezes, a diferença entre a espera e a cura está em uma atitude simples: dizer sim à doação. (com informações do Jornal de Jundiaí)