Garra completa 50 anos de atuação no combate à criminalidade em São Paulo
Unidade especializada da Polícia Civil atua na pronta resposta, apoio tático e operações de alta complexidade
Foto: SSP-SP
Por Karla Neves
O Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), unidade especializada da Polícia Civil de São Paulo, completa 50 anos em 2026. Criado em outubro de 1976, o Garra surgiu como resposta ao crescimento dos crimes violentos e dos roubos a bancos que desafiavam a Capital paulista.
Ao longo de cinco décadas, a unidade se consolidou no apoio tático e operacional a outras unidades e em operações de alta complexidade.
“Desde o primeiro dia, sua vocação ficou clara: ser a ponta de lança e o braço forte da polícia judiciária nas ruas”, afirmou o delegado supervisor Eduardo Brotero, que dedicou quase 20 anos ao Garra.
Atualmente vinculado ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), o Garra está presente na Capital, em outras regiões da Grande São Paulo e no interior. As equipes seguem a mesma doutrina operacional, adaptada às características de cada região.
Resultados operacionais de 2026
De janeiro a setembro de 2026, o Garra abordou 2.845 pessoas, vistoriou 1.432 veículos e 232 estabelecimentos. No período, foram cumpridos 195 mandados de prisão e 254 mandados de busca e apreensão.
As equipes registraram 56 flagrantes, com 119 presos, além de 26 capturas de procurados. Também foram registrados cinco atos infracionais e oito adolescentes apreendidos.
Entre as apreensões estão 58 veículos, 58 celulares, 10 armas e 61 munições. O dinheiro apreendido totalizou mais de R$ 49 mil.
História
O grupo foi criado após a extinção das Rondas Unificadas do Departamento de Investigações (Rudi), com a atribuição de dar pronta resposta e realizar a perseguição imediata a autores de crimes, além da atuação preventiva.
Nas décadas de 1980 e 1990, o Garra consolidou sua identidade com equipes preparadas para intervenções rápidas, incursões em ambientes conflagrados, gerenciamento de crises e apoio às delegacias e distritos policiais.
“Onde o perigo se sobressaía, o Garra se fazia presente para garantir o cumprimento da lei e resguardar a integridade dos operadores da Polícia Civil”, contou Brotero.
Em 2019, com a criação do Dope, o Garra passou a integrar a nova estrutura da Polícia Civil, unificando a inteligência policial à força tática de reação rápida. Desde então, participa de operações integradas, apoia capturas de criminosos de alta periculosidade e atua contra quadrilhas organizadas.
Atualmente, o grupo conta com armamento, viaturas e treinamento voltados a ocorrências de maior complexidade. Também presta apoio estratégico a diferentes departamentos da Polícia Civil e, quando necessário, a outras unidades da federação.
“O Garra cumpre a missão de atuar de forma cirúrgica na linha de frente das maiores crises e operações do nosso Estado, sempre quando se faz necessário o emprego de policiais, veículos, armas, técnicas e táticas especiais”, afirmou o delegado.