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Por Redação

Flexibilização do dress code e moda utilitária no Brasil

Conforto, funcionalidade e expressão individual ganham espaço nos escritórios, impulsionados pela mudança de comportamento pós-pandemia

Por Redação

Foto: iStock/ andreswd

A flexibilização do dress code deixou de ser exceção e passou a integrar a rotina de muitos escritórios brasileiros. Há alguns anos, a ideia de usar jeans, camiseta, moletom ou regata no ambiente corporativo parecia impensável. No entanto, esse cenário mudou. 

O termo em inglês, que se refere ao código de vestimenta, passou a representar um movimento no qual os rigores formais cedem espaço para expressão individual, conforto e adaptação à nova realidade do trabalho.

Inclusive, esse movimento está diretamente ligado ao aumento da produtividade, já que colaboradores tendem a se sentir mais criativos e engajados quando estão confortáveis no ambiente de trabalho. Além disso, a entrada de gerações mais jovens no mercado e a valorização da diversidade reforçam essa mudança cultural. 

A flexibilização do dress code e a nova realidade nos escritórios

Ao longo da história, o dress code sempre funcionou como um marcador social e profissional. Na Europa moderna, o vestuário corporativo começou a se consolidar com o surgimento das primeiras empresas, quando a roupa passou a diferenciar quem exercia funções administrativas daqueles que atuavam no trabalho manual. 

Assim, camisa branca e terno tornaram-se símbolos desse distanciamento, associando formalidade, status e autoridade ao ambiente de escritório.

No final do século XIX e início do século XX, essa lógica se fortaleceu. Homens mantinham o uso de casacos e gravatas mesmo em climas quentes, enquanto mulheres que ingressavam no mercado de trabalho adotavam vestimentas discretas, com saias longas e blusas fechadas. 

Porém foi só a partir dos anos 1970 que o ambiente corporativo passou a aceitar cores e modelagens menos rígidas. Já na década de 90, a informalidade ganhou força em setores menos tradicionais, impulsionando iniciativas como a “casual friday”, que rapidamente deixou de se limitar às sextas-feiras e passou a influenciar o vestuário da semana inteira. 

Esse processo se intensificou com a pandemia e o trabalho remoto, quando o vestir profissional se aproximou da realidade doméstica. Com a consolidação do modelo híbrido, a flexibilização do dress code se firmou como uma demanda permanente, agora equilibrada por diretrizes que buscam alinhar liberdade e profissionalismo.

Moda utilitária: quando a funcionalidade encontra a estética

Nesse contexto, a moda utilitária ganhou protagonismo. A proposta valoriza roupas funcionais, confortáveis e versáteis, capazes de acompanhar diferentes momentos da rotina produtiva. 

Por exemplo, peças com bolsos estratégicos, modelagens amplas, tecidos resistentes e detalhes como elásticos e cordões traduzem essa estética. Com isso, combina influências do workwear e do universo urbano.

Embora tenha se fortalecido durante o período de isolamento social, não perdeu espaço no pós-pandemia. Pelo contrário, passou por um refinamento que a aproximou das tendências de moda masculina e feminina voltadas ao cotidiano profissional. 

Hoje, ela atende à necessidade de transitar entre trabalho e lazer, sem comprometer a imagem pessoal e a cultura corporativa.

O equilíbrio entre elegância e conforto na jornada profissional

A busca por esse equilíbrio transformou a rotina produtiva, permitindo que o uso de itens mais despojados, como o tênis casual masculino, por exemplo, ganhasse espaço, inclusive em ambientes tradicionalmente mais formais. 

Além disso, outras peças ganham espaço nessa nova dinâmica. Por exemplo, calças de corte reto, camisas em tecidos leves, malhas estruturadas, jaquetas funcionais e vestidos de caimento fluido permitem composições adequadas tanto para o escritório quanto para outros compromissos pessoais.

Ainda assim, a adoção dessas peças exige atenção. O bom senso segue como elemento central: compreender o tipo de atividade exercida, o nível de formalidade da empresa e as interações previstas ao longo do dia é fundamental para manter uma imagem profissional coerente.

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