Filhotes de maritacas em forros exigem cuidado e respeito à legislação ambiental
Foto: PMBP
A presença de filhotes de maritacas em forros de residências é uma situação relativamente comum, principalmente em áreas urbanas próximas a árvores, praças e fragmentos de vegetação. Embora o barulho das aves possa causar incômodo aos moradores, especialistas alertam que a retirada dos filhotes do local não é permitida e configura crime ambiental, conforme a legislação brasileira que protege a fauna silvestre.
Além de ilegal, a remoção pode colocar os animais em risco. Quando os filhotes são retirados do ninho, acabam separados da mãe, o que compromete a alimentação, o desenvolvimento e as chances de sobrevivência. Em muitos casos, a intervenção humana impede que essas aves consigam retornar à natureza de forma segura, dificultando o processo natural de crescimento e independência.
A orientação para quem encontra filhotes em forros de casas é aguardar o crescimento das aves até que deixem o local naturalmente. Após a saída dos filhotes e a confirmação de que não existem mais ovos ou ninhos no espaço, recomenda-se realizar o fechamento das aberturas no telhado ou no forro, evitando novas ocupações. Outra medida indicada é o plantio de árvores no quintal ou em áreas próximas, oferecendo abrigo mais adequado para as aves e contribuindo para a convivência equilibrada entre moradores e fauna silvestre.
A maritaca, conhecida cientificamente como Psittacara leucophthalmus, é uma das aves silvestres mais populares do Brasil. A espécie se destaca pela plumagem predominantemente verde e pela vocalização intensa, característica facilmente reconhecida em áreas urbanas e rurais. As maritacas podem atingir cerca de 32 centímetros de comprimento e pesar aproximadamente 260 gramas, sendo consideradas aves de médio porte. Machos e fêmeas apresentam aparência muito semelhante, sendo possível diferenciá-los com precisão apenas por avaliação técnica.
Também chamadas de maitaca, baitaca, humaitá ou periquitão-maracanã, essas aves são sociáveis e costumam viver em bandos de seis a oito indivíduos. É comum observá-las sobrevoando juntas os locais onde passam a noite, principalmente ao entardecer. O canto alto e estridente, mais frequente no início da manhã e no fim da tarde, faz parte da comunicação natural da espécie e do convívio em grupo.
A presença das maritacas nas cidades reforça a importância da convivência harmoniosa com a fauna silvestre. Respeitar os ciclos naturais dessas aves e evitar intervenções inadequadas são atitudes fundamentais para garantir a preservação da espécie e o equilíbrio ambiental nos espaços urbanos. (com informações da Prefeitura de Bragança Paulista)