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Por Redação

Ex-juiz de Itatiba encerra carreira após 36 anos na magistratura

Na foto, em agosto deste ano, Luiz Torrano recebeu o título de Cidadão Campineiro, concedido pela Câmara de Campinas, em cerimônia que ocorreu no Salão Nobre do Estádio Moisés Lucarelli

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Foto: Rodrigo Zanotto

O juiz Luiz Antônio Alves Torrano encerrou oficialmente sua carreira na magistratura no último dia 30 de outubro, completando exatos 36 anos de dedicação à Justiça. Sua trajetória, marcada pela ética, pelo equilíbrio e pela valorização do conhecimento, tem um capítulo especial ligado a Itatiba, onde exerceu o cargo de juiz titular entre 1992 e 1999.

Natural de Orindiúva e criado em Catanduva, Torrano formou-se em Letras antes de seguir o caminho jurídico. A paixão pela linguagem e pela clareza de expressão sempre o acompanhou nas sentenças e despachos, tornando seu estilo reconhecido entre advogados e servidores. Depois de ingressar na magistratura em 1989, escolheu Itatiba como uma das primeiras comarcas em que atuou, consolidando laços com a comunidade e deixando marcas de serenidade e comprometimento.

Durante os sete anos em que esteve à frente do Fórum de Itatiba, conquistou respeito tanto pela firmeza nas decisões quanto pela sensibilidade com as causas humanas. Paralelamente à vida no Judiciário, seguiu contribuindo com a formação acadêmica — obteve mestrado em Letras e, posteriormente, em Direito — unindo o raciocínio jurídico à reflexão literária, numa combinação rara no meio forense.

Após sua passagem por Itatiba, Torrano foi promovido para Campinas, onde exerceu importantes funções administrativas. Foi diretor do Fórum Central da Comarca e liderou a criação de novas Varas e Unidades de Processamento Judicial (UPJs), medidas que modernizaram o atendimento e reduziram o acúmulo de processos. Em todas as funções, destacou-se pela busca de eficiência e pelo incentivo ao diálogo entre magistrados e servidores.

Ao se despedir do cargo, o agora juiz aposentado lembrou que, em mais de três décadas de atuação, usufruiu apenas três períodos de férias — reflexo do compromisso pessoal com a profissão e do respeito à missão pública da Justiça.

A aposentadoria encerra um ciclo que uniu literatura, docência e magistratura, três áreas que sempre se comunicaram em sua trajetória. Para Itatiba, cidade que marcou sua fase de amadurecimento profissional, a lembrança de Torrano permanece como exemplo de dedicação e equilíbrio no serviço público. (com informações do Jornal Correio Popular)

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