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Estiagem aumenta alerta para febre maculosa em Itatiba

Por Redação

Foto: Divulgação / PMI

O período de estiagem acende um alerta importante para a prevenção da febre maculosa em Itatiba. O Departamento de Vigilâncias em Saúde, ligado à Secretaria Municipal de Saúde, está reforçando as orientações à população para reduzir o risco de contato com o carrapato-estrela, principal transmissor da doença. Até o momento, o município não registra casos de febre maculosa em 2026.

Embora o carrapato-estrela esteja presente no ambiente durante todo o ano, a atenção deve ser redobrada durante a estiagem, período que pode se estender até novembro. Nesta época, há maior presença das formas imaturas do carrapato, chamadas de micuins. Com poucos milímetros, eles podem passar despercebidos ou ser confundidos com pequenas partículas de poeira ou barro, aumentando o risco de contato durante atividades em áreas de vegetação.

Também conhecida como doença do carrapato, a febre maculosa é transmitida pela picada de carrapatos infectados por bactérias do gênero Rickettsia, especialmente Rickettsia rickettsii. A transmissão pode ocorrer em diferentes fases da vida do carrapato, desde os micuins até a fase adulta. Por apresentar elevada taxa de letalidade quando o tratamento não é iniciado rapidamente, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais.

O carrapato-estrela pode estar associado a animais silvestres, especialmente capivaras, além de cavalos e bois. Também pode ser encontrado em gramados, arbustos, parques, trilhas, matas e outros locais frequentados por esses animais.

Sintomas exigem atenção

Os sintomas podem surgir entre dois e 14 dias após a picada do carrapato. Entre os principais sinais estão febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, desânimo e mal-estar. Em alguns casos, também podem aparecer manchas avermelhadas pelo corpo e pequenas hemorragias na pele.

Diante desse cenário, a Vigilância em Saúde intensifica, durante o período de maior circulação do carrapato, as ações de orientação tanto para a população quanto para os profissionais da rede de saúde.

“Neste período, reforçamos as ações de prevenção e orientação, tanto junto à população quanto às equipes de saúde. O objetivo é ampliar a conscientização sobre a doença, estimular os cuidados para evitar o contato com o carrapato e garantir que casos suspeitos sejam identificados e atendidos o mais rapidamente possível”, explica o secretário-adjunto de Vigilâncias em Saúde, Ulisses Geraldini Jr.

Mesmo sem registros da doença no município neste ano, a Secretaria de Saúde destaca que é fundamental manter os cuidados e ficar atento aos sintomas, principalmente após a permanência em locais onde possa haver carrapatos.

Monitoramento de áreas de risco

Entre as medidas adotadas pelo município está a atualização das equipes de saúde sobre sinais e sintomas, protocolos de atendimento e procedimentos para notificação de casos suspeitos.

O trabalho também contempla o monitoramento das áreas consideradas de risco, incluindo buscas acarológicas, realizadas para identificar e acompanhar a presença de carrapatos. As equipes ainda visitam locais já sinalizados para verificar a manutenção das placas de alerta e das orientações destinadas à população.

As atividades são realizadas em conjunto com o Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE), fortalecendo as estratégias municipais de vigilância e prevenção.

Como se proteger

A principal orientação é evitar, sempre que possível, locais com mato alto. Quando houver necessidade de frequentar áreas com vegetação, recomenda-se utilizar roupas claras, que facilitam a visualização dos carrapatos, além de peças que cubram a maior parte do corpo. Botas e calças compridas, com a barra colocada para dentro das meias, também ajudam a reduzir o contato com o parasita.

Em áreas consideradas suspeitas, a recomendação é examinar o corpo a cada três horas. Ao retornar para casa, uma nova verificação cuidadosa deve ser feita. Caso um carrapato esteja preso à pele, ele deve ser retirado cuidadosamente com uma pinça, sem ser esmagado. Depois da remoção, é necessário lavar bem as mãos e o local da picada. Quanto mais rapidamente o carrapato for retirado, menor é o risco de transmissão.

Procura por atendimento

Quem apresentar febre alta, dor de cabeça, dores pelo corpo, mal-estar ou manchas avermelhadas na pele após ter frequentado uma área de risco deve procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Durante o atendimento, é fundamental informar ao profissional de saúde sobre a passagem por áreas com presença de carrapatos ou eventual contato com o parasita. Essa informação auxilia na investigação e permite que o tratamento seja iniciado rapidamente quando houver suspeita da doença.

Segundo a orientação da Vigilância em Saúde, caso a pessoa tenha tido contato com carrapato e permaneça por 15 dias sem apresentar sintomas, fica descartada a possibilidade de ter adquirido febre maculosa naquela exposição.

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