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Por Redação

Especialistas detalham como evitar riscos de intoxicação alimentar no ambiente doméstico

Cientistas da Esalq-USP explicam os resultados de estudo sobre higiene alimentar e oferecem recomendações práticas para garantir a segurança no preparo e conservação dos alimentos

Por Redação

Foto: Govesp

Dados do Ministério da Saúde e de órgãos de vigilância sanitária indicam que a maior parte das intoxicações alimentares no Brasil ocorre em residências, e não em decorrência do consumo de alimentos fora de casa, como se costuma imaginar popularmente.

Com base nessa constatação, pesquisadores vinculados ao Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, realizaram um estudo para avaliar as práticas de higiene e manipulação que aumentam o risco de surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTAs) nos lares do país.

Os resultados, publicados na revista Food and Humanity, indicaram que um número expressivo de brasileiros mantém hábitos perigosos, como o consumo de ovos crus ou malcozidos e carne malpassada. Além disso, a pesquisa detectou que muitos consumidores ainda lavam carne na pia da cozinha – prática que favorece a disseminação de microrganismos pelo ambiente – ou não realizam a higienização correta de vegetais.

Como manipular os alimentos em casa:

Higienizar corretamente os produtos hortifrúti, como alfaces, cenouras e tomates, separadamente e com repouso em solução sanitizante (como produtos clorados) por 15 minutos, e após isso enxaguá-los bem.

Ovos devem ser armazenados em recipientes limpos e no interior da geladeira, e para consumo, devem ser cozidos durante no mínimo 12 minutos ou muito bem fritos.

Carnes não devem ser lavadas, pois o cozimento já elimina os micro-organismos que podem estar presentes.

Não utilizar os mesmos utensílios em diferentes alimentos, principalmente entre cozidos e crus, para evitar contaminação cruzada.

Como guardar os alimentos na geladeira:

Na porta devem ficar os alimentos em conversa, sucos e refrigerantes, pois a porta é o local com maior variação térmica.

No freezer deve-se armazenar congelados e outros alimentos que precisam de baixas temperaturas como sorvetes e picolés.

Alimentos perecíveis precisam ficar na parte superior da geladeira onde as temperaturas também são mais baixas

As sobras precisam ser guardadas em recipientes herméticos e nas prateleiras do meio da geladeira, já que estão preparadas para consumo.

Nas prateleiras inferiores ficam os alimentos ainda não higienizados, e em processo de descongelamento como carnes e frutas.

A gaveta serve para guardar os alimentos que não precisam de baixas temperaturas como hortaliças.

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