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Por Thomas

Engasgos matam 5,5 pessoas por dia no Brasil e acendem alerta para crianças e idosos

Por Thomas

Foto: Govesp

Da Redação

Cerca de duas mil pessoas morrem todos os anos no Brasil em decorrência de engasgos — o que representa, em média, 5,5 óbitos por dia. Os dados constam no Portal Atlas da Educação, do Ministério da Saúde, divulgados em 2023, e revelam um problema de saúde pública que atinge principalmente dois grupos mais vulneráveis: crianças de 0 a 3 anos e idosos.

No caso das crianças pequenas, o risco está relacionado à imaturidade do controle da mastigação e da deglutição, além do comportamento natural de levar objetos à boca. Já entre os idosos, o principal fator de atenção é a disfagia — condição caracterizada pela dificuldade de engolir alimentos, líquidos e até a própria saliva.

A fonoaudióloga Marina Padovani (CRFa 2-8902), conselheira do CREFONO2, explica que a disfagia se torna mais comum com o avanço da idade. “Ela pode ser mais ou menos acentuada e costuma aparecer com maior frequência em idosos e em pessoas com histórico de doenças neurológicas ou traumas na boca ou na garganta”, afirma.

Segundo a especialista, o processo natural de envelhecimento provoca alterações nas estruturas responsáveis pela deglutição. “Há enfraquecimento da musculatura, maior lentidão e perda de coordenação dos movimentos necessários para engolir os alimentos. Isso favorece episódios de tosse e engasgos durante as refeições”, detalha Marina.

Além da tosse e do engasgo, outros sinais de alerta incluem sensação de alimento entalado na garganta, cansaço ao comer, impressão de comida parada, perda de peso sem causa aparente e pneumonias recorrentes. “Esses sintomas não devem ser ignorados”, reforça a fonoaudióloga.

O tratamento da disfagia é feito por meio de exercícios específicos, adaptações na postura, nos utensílios utilizados e na consistência dos alimentos. O diagnóstico precoce é decisivo para o sucesso do acompanhamento. “Ao perceber que os engasgos estão se tornando frequentes ou que algo não vai bem durante a alimentação, a pessoa deve procurar um profissional especializado. É possível corrigir ou ao menos atenuar o problema, reduzindo riscos, mas é fundamental ficar atento”, conclui Marina Padovani.

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