Eleições 2026: mais de 1,9 milhão de biometrias podem integrar cadastro eleitoral após a votação
Foto: Tomaz Silva / Ag. Brasil
Mais de 1,9 milhão de eleitoras e eleitores do Estado de São Paulo poderão ter seus dados biométricos incorporados definitivamente ao cadastro da Justiça Eleitoral após as Eleições 2026. As biometrias são provenientes de outros órgãos públicos e poderão ser validadas no próprio dia da votação, quando o eleitor utilizar com sucesso a impressão digital no terminal do mesário para liberar a urna eletrônica.
Atualmente, São Paulo conta com 34,1 milhões de pessoas aptas a votar, das quais 30,2 milhões já possuem biometria coletada, o equivalente a 88,8% do eleitorado paulista. Caso as mais de 1,9 milhão de biometrias externas sejam aproveitadas durante o pleito deste ano, o percentual de eleitores com cadastro biométrico ligado à Justiça Eleitoral poderá chegar a 94,6%.
No dia da eleição, quem possui dados biométricos provenientes de outros órgãos será identificado por uma anotação específica no caderno de votação. A validação acontece quando a impressão digital é reconhecida pelo sistema e utilizada para liberar a urna. Uma vez confirmado o dado biométrico, o eleitor não precisará posteriormente procurar um cartório eleitoral para realizar uma nova coleta.
Dados de órgãos parceiros
A utilização dessas informações ocorre por meio do Projeto de Importação de Biometrias de Órgãos Externos (Bioex), criado a partir de acordos de cooperação técnica entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e órgãos públicos de identificação. Entre os parceiros estão a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e órgãos de identificação vinculados às secretarias de Segurança Pública. Em São Paulo, o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) também participa da iniciativa.
O objetivo é aproveitar dados já existentes em bases oficiais, evitando novos deslocamentos e procedimentos para o eleitor. Segundo a Justiça Eleitoral, a identificação biométrica também funciona como mecanismo adicional de segurança, ajudando a impedir que uma pessoa vote no lugar de outra. O compartilhamento das informações segue as normas aplicáveis à proteção de dados pessoais.
A experiência já foi utilizada em eleições anteriores. Em 2024, cerca de 2,5 milhões de pessoas em São Paulo que não haviam coletado biometria diretamente em cartório conseguiram votar utilizando impressões digitais importadas de outros órgãos públicos.
Biometria não é obrigatória para votar
A Justiça Eleitoral ressalta que não ter biometria cadastrada não impede o exercício do voto. Quem estiver com o título eleitoral regular poderá votar normalmente nas Eleições 2026 mediante apresentação de documento oficial com foto. O primeiro turno será realizado no próximo domingo, 4 de outubro.
Para verificar a situação da biometria, o eleitor pode consultar os serviços digitais da Justiça Eleitoral. No Autoatendimento Eleitoral, a informação está disponível na consulta da situação do título. Também é possível conferir os dados pelo aplicativo e-Título.