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Dono de plataforma de apostas é preso em apartamento no Nova Campinas

Por Redação

Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira , um homem apontado como responsável pela plataforma de apostas Brabet durante a Operação “Jogo Sujo”, em Campinas. A ação investiga um grupo suspeito de envolvimento com jogos de azar e esquemas de apostas ilegais em diferentes estados do país.

O suspeito, identificado como Alberth Cesar Janjon, foi localizado em um apartamento de alto padrão no bairro Nova Campinas. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva por suspea de participação em organização criminosa e prática de estelionato.

Durante o cumprimento da operação, os policiais apreenderam diversos bens de luxo, entre eles dois carros avaliados em mais de R$ 1 milhão, relógios de grife, aparelhos celulares, cartões bancários, bolsas e um notebook. Segundo os investigadores, um dos relógios encontrados pode valer cerca de R$ 1 milhão.

As investigações tiveram início após apurações conduzidas pela Polícia Civil do Ceará. De acordo com a corporação, o esquema teria atuação em ao menos seis estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Santa Catarina, Ceará e Bahia.

Ainda segundo a polícia, influenciadores digitais e blogueiros seriam utilizados para divulgar as plataformas de apostas nas redes sociais e atrair novos usuários. Um dos investigados possui mais de 3 milhões de seguidores. A polícia apura se os pagamentos pelas divulgações eram feitos por contratos fixos ou por comissão sobre novos cadastros.

A investigação também aponta que um dos supostos líderes do grupo tentou embarcar para os Estados Unidos, mas acabou detido após retornar ao Brasil pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, depois de ter o visto cancelado.

O que diz a defesa de Alberth Cesar Janjon

A defesa informa que se trata de um processo oriundo do interior do Ceará, que apura supostos pagamentos realizados a influenciadores para divulgação de plataformas conhecidas como “Jogo do Tigrinho” e outros jogos de azar.

O investigado foi indevidamente vinculado a essas pessoas, embora já atuasse no segmento de apostas esportivas dentro das normas atualmente exigidas pela legislação brasileira. Além disso, os fatos mencionados são antigos e já são objeto de apuração em outro processo em andamento.

Inclusive, nesse outro procedimento, sequer houve decretação de prisão preventiva pelo juízo competente, o que demonstra a ausência dos requisitos legais para a medida extrema agora imposta. Assim, observa-se uma duplicidade investigativa sobre fatos substancialmente semelhantes, já analisados em outro contexto processual.

Diante disso, a defesa entende que a prisão preventiva mostra-se totalmente inadequada e desproporcional. O investigado é empresário, possui residência fixa, atividade lícita conhecida e apresentou comprovação da origem e aquisição dos bens apreendidos.

Ressalte-se, ainda, que parte dos bens levados pela polícia — entre eles, dois veículos localizados na residência — sequer pertencem ao investigado, circunstância que teria sido ignorada durante o cumprimento das medidas de apreensão.

* com informações da Rádio CBN Campinas

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