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Doação de medula óssea cresce, mas número ainda está abaixo da necessidade

Por Redação

Foto: Richard Kraus

O número de doadores cadastrados para medula óssea apresentou crescimento na região de Campinas, com destaque para o Hemocentro da Unicamp, mas ainda está distante do ideal para atender à demanda de pacientes que aguardam transplante. Dados recentes apontam aumento de cerca de 8% no cadastro de doadores, indicando avanço na conscientização da população, porém insuficiente diante da necessidade crescente por compatibilidade genética.

Segundo o levantamento, o total de cadastrados passou de 7.136 para 7.716 em um ano, reforçando a importância das campanhas de incentivo à doação. Apesar da evolução, especialistas alertam que encontrar um doador compatível ainda é um grande desafio, já que as chances podem ser de uma em milhares, especialmente quando não há compatibilidade dentro da própria família.

O cenário acompanha uma tendência nacional de crescimento nas doações, mas também evidencia um descompasso entre o número de voluntários e a quantidade de pacientes que necessitam do transplante. No Brasil, o aumento recente nas coletas de células-tronco também gira em torno de 8%, o que demonstra avanço, porém ainda aquém da demanda do sistema de saúde.

A medula óssea é fundamental no tratamento de doenças graves, como leucemias, linfomas e outras enfermidades do sangue. O transplante, em muitos casos, representa a única chance de cura para esses pacientes. Ainda assim, a baixa adesão ao cadastro de doadores e a dificuldade de compatibilidade seguem como obstáculos importantes.

O processo para se tornar doador é simples: basta realizar um cadastro e a coleta de uma pequena amostra de sangue, que será incluída no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Caso haja compatibilidade com algum paciente, o voluntário é chamado para confirmar a doação, que é segura e com rápida recuperação.

EM ITATIBA

Em Itatiba, o município também tem contribuído com o fortalecimento do Redome por meio de campanhas realizadas pelo Rotary Club, voltadas à arrecadação de bolsas de sangue, com apoio do Jornal de Itatiba e da Rádio CRN. Somente nos três primeiros meses de 2026, foram cadastrados como doadores de medula óssea 10 pessoas em janeiro, 16 em fevereiro e 16 em março. Já ao longo de todo o ano de 2025, as campanhas resultaram em 127 novos doadores cadastrados, demonstrando o impacto das ações locais na ampliação do banco nacional.

Diante desse cenário, profissionais de saúde reforçam a necessidade de ampliar a conscientização, especialmente entre os jovens, para aumentar o banco de doadores e ampliar as chances de salvar vidas. O crescimento registrado é visto como positivo, mas ainda insuficiente para atender todos que dependem desse gesto de solidariedade.

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