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Por Redação

Dia do Biólogo: uma homenagem aos profissionais que estudam e protegem a vida

Coluna Papo Verde com Dani Fumachi

Por Redação

Por Dani Fumachi

No dia 3 de setembro, foi celebrado o Dia do Biólogo. Para muita gente, basta encontrar um desses profissionais para surgir alguma pergunta: “Que planta é essa?”, “Esse inseto é perigoso?” ou “Que passarinho é aquele?”.

A brincadeira é conhecida por quem escolheu a profissão, mas também nos mostra como a Biologia ainda é vista de maneira limitada. O biólogo não estuda apenas animais e plantas, nem trabalha somente em florestas e áreas de conservação.

A escolha do dia 3 de setembro tem uma razão histórica. Foi nessa data, em 1979, que a Lei nº 6.684 regulamentou a profissão no Brasil e criou o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Biologia. O ensino da área, entretanto, já existia havia décadas: em 1934, a Universidade de São Paulo criou o primeiro curso de História Natural do país, que mais tarde daria origem aos cursos de Ciências Biológicas. Foram necessários 45 anos para que a profissão fosse oficialmente reconhecida e, somente em 1984, foram homologados os primeiros 275 registros profissionais. Atualmente, o Conselho Federal de Biologia organiza a atuação profissional em quatro grandes áreas: Meio Ambiente e Biodiversidade, Saúde, Biotecnologia e Produção Industrial e Educação.

Um biólogo pode investigar vestígios genéticos em uma perícia criminal, participar de procedimentos de reprodução humana assistida, analisar microrganismos, monitorar a qualidade da água, estudar a transmissão de doenças ou desenvolver produtos biotecnológicos. Também pode acompanhar animais por imagens de satélite, recuperar áreas degradadas, controlar vetores como mosquitos e carrapatos, identificar espécies invasoras, investigar substâncias tóxicas e avaliar os impactos ambientais provocados por uma obra.

Por isso, há biólogos trabalhando em lugares tão diferentes quanto escolas, hospitais, laboratórios, indústrias, museus, zoológicos, universidades, empresas, órgãos públicos e unidades de conservação. A variedade é grande porque o objeto de estudo da profissão é: a vida em todas as suas dimensões.

O trabalho do biólogo está presente em situações raramente associadas à profissão, como a análise da água, o monitoramento de vetores, a investigação de contaminações e os estudos realizados antes de uma obra. Como sua atuação muitas vezes evita que doenças, danos ambientais e riscos à população aconteçam, grande parte desse trabalho permanece invisível, o que também ajuda a explicar a desvalorização da profissão no Brasil.

A falta de reconhecimento reflete nos salários incompatíveis com o nível de formação, na redução das equipes técnicas, na escassez de concursos públicos e principalmente, nos poucos investimentos em pesquisa, educação e conservação. Essa realidade é ainda mais contraditória em um país que possui uma das maiores biodiversidades do mundo e depende dos biólogos para proteger espécies, enfrentar epidemias, conservar recursos naturais e responder ao desmatamento, à poluição, às mudanças climáticas e à perda de habitats.

A atuação da profissão também chega diretamente à economia. A agricultura depende da fertilidade do solo, da disponibilidade de água, dos polinizadores e do controle biológico de pragas. As cidades dependem de saneamento, arborização, vigilância sanitária e controle de vetores. As indústrias utilizam microrganismos, enzimas e outros processos biológicos no desenvolvimento de produtos. A saúde humana, por sua vez, está diretamente relacionada à saúde dos animais e às condições do ambiente.

Nesta semana, a coluna Papo Verde presta sua homenagem aos biólogos que atuam na pesquisa, na educação, na saúde, na indústria, na conservação ambiental e em tantas outras áreas ainda desconhecidas pela sociedade. Que o Dia do Biólogo também sirva para dar visibilidade a esses profissionais e reforçar a necessidade de melhores condições de trabalho, investimentos em ciência e respeito às suas atribuições.

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