Conjuntivite viral cresce no inverno e exige atenção aos primeiros sintomas para evitar transmissão
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A frente fria que atinge o Estado de São Paulo não provoca apenas a queda das temperaturas. O aumento da permanência em ambientes fechados e com pouca ventilação também favorece a circulação de vírus respiratórios e de outras infecções contagiosas, entre elas a conjuntivite viral.
Segundo o oftalmologista Dr. Leopoldo Ribeiro, do H.Olhos, a doença é altamente contagiosa e pode se espalhar rapidamente entre familiares, colegas de trabalho e estudantes. Os principais sintomas são vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, coceira, ardor, sensação de areia, inchaço nas pálpebras e secreção aquosa. Em alguns casos, também podem surgir coriza, dor de garganta e febre baixa.
"O inverno não provoca a conjuntivite, mas cria condições que facilitam a circulação dos vírus responsáveis pela doença. Permanecer em locais fechados por muito tempo, com pouca renovação do ar, favorece surtos", explica o especialista.
A transmissão ocorre pelo contato com secreções contaminadas ou por objetos compartilhados. Por isso, a recomendação é higienizar as mãos com frequência, evitar tocar os olhos, não compartilhar toalhas, maquiagem, colírios e outros objetos de uso pessoal, além de manter os ambientes ventilados.
Embora a conjuntivite viral costume desaparecer espontaneamente após alguns dias, o acompanhamento médico é importante para confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado. Compressas frias e lubrificantes oculares podem aliviar os sintomas, mas o uso de colírios com antibióticos ou corticoides sem orientação médica deve ser evitado.
Durante a infecção, também é recomendado interromper o uso de lentes de contato e evitar contato físico com outras pessoas para reduzir o risco de transmissão. Em casos de dor intensa, piora da visão, sensibilidade excessiva à luz ou persistência dos sintomas, a avaliação por um oftalmologista deve ser feita o quanto antes.