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Ciência do biohacking impulsiona mercado de suplementos

Esse movimento vem impactando a indústria nutracêutica, que precisa responder a um consumidor mais exigente

Por Redação

Foto: Viridiana Rivera/Pexels

O conceito de biohacking, a prática de otimizar o próprio corpo por meio de tecnologia, nutrição orientada a dados e suplementação precisa, deixou de ser exclusividade de entusiastas de tecnologia e atletas de alto rendimento.

Hoje, essa cultura se popularizou para o consumo de massa, que passaram a buscar rotinas que melhoram o foco diário, a saúde articular e a longevidade.

Esse movimento está impactando e remodelando a indústria nutracêutica, que precisa responder a um consumidor mais exigente e cientificamente informado.

O que antes era tratado como nicho virou tendência global. A alimentação orientada à performance deixou de ser improvisada, tendo em vista que cresce a procura por ativos com eficácia comprovada, formulações de alta absorção e insumos com rastreabilidade total.

Números confirmam crescimento do setor

O mercado global de suplementos e nutracêuticos caminha para atingir a marca de US$ 151,82 bilhões em 2026, impulsionado pela procura por ativos de alta performance, segundo estudos da Mordor Intelligence.

No cenário nacional, o setor de suplementação registrou crescimento de 15% em 2025, com projeções para movimentar R$ 13,8 bilhões até 2030, conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri).

Checagem técnica em três eixos

No centro desse crescimento estão três frentes que os novos consumidores aprenderam a investigar antes de fechar qualquer compra: a tecnologia de absorção dos nutrientes, a anatomia dos insumos e a segurança da cadeia produtiva.

Tecnologia de absorção

No topo da lista de ativos mais procurados está o ômega-3. Com isso, a pergunta que passou a circular entre os consumidores é “ômega 3 tg o que é?”. A sigla "tg" se refere à forma triglicerídeo reesterificada do ácido graxo, um formato de estrutura lipídica que se aproxima daquela encontrada naturalmente nos peixes.

Estudos apontam que a versão tg apresenta índice de biodisponibilidade até 30% superior em relação aos ésteres etílicos comuns, a forma mais barata e amplamente usada no mercado.

O estudo Biodisponibilidade de formulações de ácidos graxos ômega-3 marinhos, publicado na National Library of Medicine, comparou as formulações de ômega-3 e verificou absorção inferior, 73%, nos ésteres etílicos frente aos triglicerídeos reesterificados.

Na prática, isso significa que uma quantidade menor de cápsulas entrega uma absorção mais eficiente ao organismo. Isso comprova que a eficiência quem busca performance e otimização ao invés de simplesmente cumprir uma recomendação nutricional.

A busca por lipídios estruturados, biodisponibilidade e formulações que maximizem o aproveitamento é uma das marcas registradas dessa nova geração de consumidores.

Anatomia dos insumos

Quando se fala em diferença entre colágeno e creatina, é importante lembrar que tratam-se de suplementos que cumprem papéis distintos no corpo.

O colágeno é uma proteína estrutural, responsável por formar os tecidos conjuntivos, como pele, tendões e cartilagens, além de articulações. Sua suplementação está diretamente ligada à saúde articular, à elasticidade da pele e à sustentação do tecido que envolve músculos e ossos. É o ativo da manutenção e da estrutura.

A creatina é um tripeptídeo focado na ressíntese rápida de energia. Ela atua na reposição do trifosfato de adenosina (ATP), o combustível imediato das células, o que se traduz em mais força, potência e densidade muscular ao longo do treino e da recuperação.

Entender essa diferença é essencial para montar uma estratégia de suplementação. Quem busca longevidade articular prioriza o colágeno; quem mira performance e ganho de massa se apoia na creatina,

Levantamentos recentes apontam que a creatina ultrapassou a prescrição isolada de outros nutrientes na nutrição clínica no país, enquanto os suplementos em geral já chegam a 59% dos lares brasileiros, segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD).

. Pesquisa da E4 Marketing revela que a creatina ultrapassou a prescrição de glutamina, colágeno, ômega-3 e whey protein na nutrição clínica.

Rastreabilidade e segurança

Essa exigência científica também mudou a forma como o consumidor escolhe a marca. Agora, antes de fechar a compra, ele pesquisa laudos de fornecedores, reputação de marcas como a suplementos Bigens, certificações sanitárias e selos internacionais de pureza.

O foco não é preço, mas transparência e qualidade.

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