Central monitorava a Polícia de Jundiaí e líderes davam ordem de torturas
Por Ivan Machado / Jornal da Região
A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (4) sete integrantes do alto escalão de uma facção criminosa que usava uma central clandestina em Jundiaí para monitorar a atividade policial na região. As informações são da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Segundo as investigações, os suspeitos também eram responsáveis pelo comando do tráfico de drogas e por ordenar torturas e execuções contra pessoas que desobedecessem às regras impostas pelo grupo.
As prisões ocorreram durante a Operação Colapso, deflagrada em Jundiaí por agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), sob o comando do delegado Roberto Souza Camargo Júnior.
Ao todo, os policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária. Outras cinco pessoas foram presas em flagrante durante a ação pelos crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de arma e lavagem de dinheiro.
Durante as diligências, os agentes apreenderam nas residências dos investigados 1,3 mil papelotes de cocaína, 4,7 quilos de cocaína, porções de maconha, uma arma de fogo com numeração raspada, apetrechos para preparação de entorpecentes, anotações da contabilidade do tráfico, balanças de precisão, uma seladora, rádios comunicadores e R$ 10 mil em dinheiro.
As investigações começaram há seis meses e identificaram que o grupo mantinha um centro clandestino de monitoramento equipado com câmeras e rádios comunicadores.
O local era usado para acompanhar a movimentação de policiais e se antecipar às ações das forças de segurança.
Segundo os investigadores, pessoas que desobedeciam às ordens da facção, inclusive os próprios integrantes, eram levadas para um local no bairro São Camilo, onde sofriam castigos e, em alguns casos, eram executadas.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, os sete presos exerciam a função de ‘sintonia’ dentro da facção, atuando na liderança e na supervisão das atividades da organização criminosa. Dois deles eram apontados como líderes do esquema.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa ultraviolenta, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.