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Casos de dengue caem em Itatiba, mas chegada do verão preocupa autoridades de saúde

Por Redação

Foto: Divulgação / PMI

Itatiba registrou uma redução de aproximadamente 93% nos casos confirmados de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, até o início de outubro foram contabilizados 31 casos da doença, contra 462 registrados no período correspondente de 2025. Apesar da queda expressiva, as autoridades de saúde alertam para a necessidade de intensificar os cuidados preventivos com a aproximação do verão e do período de chuvas, quando aumentam as condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti.

De acordo com informações fornecidas pelo secretário-adjunto de Vigilâncias em Saúde da Prefeitura de Itatiba, Dr. Ulisses Geraldini Jr., o município contabilizou 300 notificações de casos suspeitos de dengue neste ano, das quais 31 tiveram confirmação laboratorial ou clínica. No mesmo intervalo de 2025, haviam sido registradas 1.180 notificações, com 462 confirmações. Outro dado positivo é que não houve registro de mortes pela doença no período analisado.

Embora os números indiquem uma melhora significativa no cenário epidemiológico, Geraldini destaca que a redução dos casos não significa que a população possa diminuir os cuidados. Segundo ele, o aumento das temperaturas e a maior frequência das chuvas favorecem a formação de criadouros e a reprodução do mosquito transmissor.

Possíveis criadouros identificados

O trabalho de fiscalização desenvolvido pela Prefeitura também apresenta números expressivos. Até o início de outubro, os Agentes de Combate às Endemias realizaram 44.796 tentativas de visitas a imóveis em diferentes regiões da cidade. Desse total, 15.169 resultaram em vistorias efetivamente realizadas.

Durante as inspeções, foram registrados 13.094 focos ou potenciais criadouros do mosquito. As equipes também realizaram 253 coletas de larvas para análise, sendo que 168 apresentaram resultado positivo para Aedes aegypti, principal transmissor da dengue, e outras seis para Aedes albopictus, espécie que também é acompanhada pela vigilância epidemiológica.

Um dos principais obstáculos enfrentados pelos agentes é a dificuldade de acesso às residências. Muitos imóveis permanecem fechados durante as visitas, enquanto em outros casos os moradores não autorizam a entrada das equipes, impedindo a realização das inspeções.

Para enfrentar esse problema, a Prefeitura procura identificar os proprietários ou responsáveis pelos imóveis fechados e abandonados, especialmente quando existem denúncias de possíveis criadouros. Quando necessário, o Departamento de Vigilâncias em Saúde solicita apoio ao setor de Fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento e Planejamento.

O secretário-adjunto ressalta que o trabalho dos agentes possui caráter preventivo e educativo, sendo fundamental a colaboração dos moradores para identificar e eliminar situações que favoreçam a reprodução do mosquito.

Verão exige atenção redobrada

Com a proximidade dos meses mais quentes e chuvosos, a Secretaria de Saúde reforça as ações permanentes de prevenção, incluindo visitas domiciliares, monitoramento de áreas prioritárias e inspeções em pontos estratégicos, como o Cemitério Municipal, feiras livres, borracharias e estabelecimentos onde possa ocorrer acúmulo de água.

Também são desenvolvidas atividades educativas e distribuição de materiais informativos para conscientizar a população sobre a importância de eliminar recipientes que possam servir de criadouros.

Entre as principais recomendações estão manter caixas-d'água bem vedadas, limpar calhas, eliminar recipientes com água parada e verificar regularmente quintais, jardins e áreas externas das residências.

Geraldini destaca que a participação dos moradores é indispensável para manter os resultados positivos registrados neste ano. A orientação é reservar alguns minutos por semana para verificar locais que possam acumular água, além de permitir o acesso dos agentes de saúde aos imóveis.

A população também pode colaborar denunciando possíveis criadouros ao Departamento de Vigilâncias em Saúde, pelos telefones (11) 4524-6116 ou (11) 4524-8416.

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