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Brasileiros saem menos de casa, mas gastam mais em cada visita, aponta estudo

Por Redação

Foto: Fernando Frazão / Ag. Brasil

Mesmo frequentando menos bares, restaurantes e outros estabelecimentos, os brasileiros estão desembolsando mais dinheiro a cada saída. É o que revela o estudo Consumer Insights, da empresa Worldpanel by Numerator, que identificou uma mudança no comportamento de consumo fora do lar nos primeiros meses de 2026.

De acordo com o levantamento, o valor gasto por viagem aumentou 28,3% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2025. Em contrapartida, a quantidade de ocasiões de consumo fora de casa caiu 7,1%. O cenário indica que os consumidores estão mais seletivos na hora de gastar, priorizando experiências consideradas mais relevantes, práticas ou com maior valor agregado.

Segundo a diretora de Contas da Worldpanel by Numerator, Lyandra Nakagawa, o comportamento está relacionado ao conceito dos “pequenos luxos”, no qual as pessoas reduzem a frequência de consumo, mas buscam aproveitar melhor cada ocasião. A estratégia tem sido optar por experiências que tragam conveniência e façam sentido para a rotina.

As refeições foram as grandes protagonistas desse movimento. Formatos como restaurantes por quilo, buffet livre e prato feito registraram crescimento de 49,6% em valor e de 51,1% em frequência. O avanço foi mais expressivo entre consumidores das classes D e E, além da faixa etária de 30 a 39 anos, refletindo a retomada das atividades presenciais e a necessidade de soluções práticas para o dia a dia.

A busca por praticidade também impulsionou o consumo de lanches, como hambúrgueres e sanduíches, que cresceram 19,3% em valor. A falta de tempo para cozinhar em casa aparece como principal motivador, especialmente entre as mulheres. Já as bebidas não alcoólicas tiveram alta de 45,4%, impulsionadas principalmente pelo consumo durante as refeições e pela necessidade de hidratação.

Na contramão, as bebidas alcoólicas apresentaram queda de 7,7% em valor. A retração foi ainda mais significativa entre jovens de 18 a 29 anos, faixa que tem demonstrado menor interesse pelo álcool e maior preferência por alternativas como energéticos e outras bebidas funcionais.

Apesar dessa mudança de hábitos, ambientes voltados à socialização continuam em alta. A frequência em boates e baladas mais que dobrou, com crescimento de 112,5%, enquanto os restaurantes registraram avanço de 35,7%. Os dados mostram que esses locais seguem relevantes como espaços de convivência, embora cada vez menos associados exclusivamente ao consumo de bebidas alcoólicas.

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