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CCZE reforça cuidados contra a raiva diante de desabastecimento temporário da vacina

Por Redação

Foto: Divulgação / PMI

O Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE), ligado ao Departamento de Vigilâncias em Saúde da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Itatiba, informou que está enfrentando um período de desabastecimento da vacina antirrábica para cães e gatos. Diante da situação, o órgão orienta a população sobre os cuidados de prevenção contra a raiva enquanto aguarda a normalização do fornecimento das doses.

De acordo com comunicado recebido pelo município, o Instituto Pasteur, em conjunto com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde, informou que o atraso ocorre devido ao envio das vacinas pelo Ministério da Saúde, responsável pelo abastecimento nacional que posteriormente é distribuído aos estados e municípios.

Segundo a médica-veterinária e coordenadora do CCZE, Isabela Buckov, o município foi oficialmente informado sobre a situação no início deste mês. “Recebemos em 4 de março um ofício informando que a previsão é de normalização do abastecimento a partir de abril. Percebemos que o atraso tem gerado dúvidas entre as pessoas que aguardavam o agendamento da vacinação e, por isso, estamos prestando esclarecimentos à população. Trata-se de uma situação relacionada ao fluxo de distribuição das vacinas em nível nacional”, explicou.

Assim que o fornecimento for regularizado, o CCZE retomará os agendamentos para vacinação de cães e gatos. A vacina antirrábica é indicada para animais com mais de três meses de idade e representa a principal forma de prevenção contra a raiva, uma doença grave que pode afetar tanto os animais quanto os seres humanos.

Enquanto a imunização não pode ser realizada, o órgão reforça a importância de manter os cuidados preventivos, evitando o contato dos animais domésticos com animais silvestres ou desconhecidos e observando qualquer comportamento incomum.

Alerta sobre morcegos

O CCZE também reforça o alerta do Programa de Vigilância da Raiva quanto ao contato com morcegos. Embora sejam animais protegidos por lei e importantes para o equilíbrio ambiental, situações atípicas envolvendo morcegos devem ser comunicadas ao órgão.

Entre os sinais de alerta estão morcegos encontrados caídos no chão, dentro de residências, em quintais ou voando durante o dia — comportamento considerado incomum, já que esses animais têm hábitos noturnos.

Nesses casos, a orientação é não tocar no animal. Se possível, o local deve ser isolado ou o morcego coberto com um balde ou caixa até que a equipe técnica faça a retirada de forma segura.

Caso um animal doméstico tenha contato com morcegos, o CCZE deve ser acionado imediatamente. Já pessoas que tenham sido mordidas, arranhadas, tenham tocado no animal ou entrado em contato com secreções devem procurar uma unidade de saúde com urgência para avaliação médica.

O Centro de Controle de Zoonoses e Endemias fica na Avenida José Boava, 1.350, no Bairro da Ponte, e atende pelo telefone (11) 4524-8826.

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