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Por Agência Estado

São Paulo vence Palmeiras, fatura o Paulista e encerra jejum de 9 anos sem título

Com a vitória sobre o Palmeiras por 2 a 0, no Morumbi, o São Paulo se sagrou campeão paulista e saiu da fila, como os torcedores costumam dizer

Por Agência Estado

O dia 23 de maio de 2021 já está marcado na história são-paulina como o fim do jejum mais recente do clube.

Com a vitória sobre o Palmeiras por 2 a 0, no Morumbi, o São Paulo se sagrou campeão paulista e saiu da fila, como os torcedores costumam dizer.

O último troféu havia sido levantado em 2012, na Copa Sul-Americana.

Em relação ao Estadual, o jejum perdurava desde 2005. Os heróis da conquista foram o volante Luan, protagonista improvável com um chute de fora da área quando o jogo estava enroscado no primeiro tempo, e o atacante Luciano, que entrou no segundo tempo para tornar o time mais dinâmico e letal nos contra-ataques. O clima de decisão e o peso emocional da disputa ofuscaram as jogadas individuais.

Poucos brilharam individualmente.

Novamente, os dois times apresentaram esquemas espelhados, com três zagueiros e congestionamento no meio-campo.

Jogo travado a exemplo do que havia sido a ida, aquele empate por 0 a 0, no Allianz Parque. A conquista confere êxito à estratégia da comissão técnica e da diretoria de apostar todas as fichas no torneio estadual para encerrar o jejum de títulos.

Desde o início da disputa, o São Paulo usou os titulares, inclusive nas duas últimas partidas da Libertadores, o grande sonho dos clubes brasileiros.

A vitória também representa um excelente começo para o técnico Hernán Crespo, em ascensão na carreira.

É o segundo título de sua carreira, depois da conquista da Copa Sul-Americana com o Defensa y Justicia. O São Paulo teve muitas dificuldades na comunicação entre defesa e ataque.

Os dois principais articuladores da equipe - Benítez e Daniel Alves - ficaram fora da decisão por causa de lesões.

Com isso, o time tentava a ligação direta, do meio para o ataque.

Apenas tentava.

A bola batia e voltava.

Além dos desfalques, o time sentiu falta de movimentação e dinamismo. O Palmeiras trouxe uma mudança importante no meio.

A entrada de Danilo Barbosa foi uma tentativa de chegar mais à área - ele tem uma pegada mais ofensiva do que Patrick de Paula, que atuou na primeira partida.

Também foi uma aposta na jogada aérea.

Essa foi a razão da mudança nas palavras do próprio técnico Abel Ferreira, antes da partida.

O plano começou a dar certo logo aos 8 minutos, quando Rony deixou Danilo em boas condições para finalizar.

O chute saiu torto. Outra diferença a favor do time alviverde foi a presença de Rony.

Com velocidade pelos lados do campo, ele garantia profundidade. Mesmo com leve superioridade palmeirense, as defesas prevaleceram.

Jogo com raríssimas finalizações, tamanho o tamanho - e a consistência - dos muros que se formaram à frente das duas defesas. Nesse cenário truncado, amarrado, como havia sido o primeiro jogo, o time da casa conseguiu abrir o placar aos 36 minutos.

O volante Luan chutou de fora da área e contou com desvio em Felipe Melo para fazer 1 a 0.

Foi a primeira finalização do time tricolor no jogo.

A abertura do placar foi mérito, principalmente, de um jogador que arriscou chutar a gol.

Vale lembrar que Luan é volante, marcador tradicional, que rouba a bola e toca de lado.

Ele ousou fazer uma coisa diferente. O Palmeiras tentou ser mais agressivo.

Aproveitando toda a paleta de cores do elenco, Abel Ferreira desmontou a linha de três zagueiros mais flexível.

A intenção era que mais meias se aproximassem do ataque.

Depois, o treinador trocou o cérebro do time, Raphael Veiga, bem marcado e discreto.

O jogo do Palmeiras continuava girando em falso. As mudanças no São Paulo foram mais positivas.

Quando Luciano entrou no lugar de Pablo, o time se tornou mais criativo e ganhou mais posse de bola.

Luciano voltava para armar e confundia a defesa.

Igor Gomes avançava como um camisa 9.

Foi nesse cenário que o time da casa conseguiu ampliar o placar.

Aos 31 minutos, o volante Rodrigo Nestor, outra novidade do segundo tempo, cruzou e Luciano fez o segundo gol. Nos dez minutos finais, o jogo ganhou o dinamismo que se esperava desde a primeira partida.

As chances se somaram com Gabriel Sara, de um lado, e Wesley, do outro.

Jogo aberto, lá e cá.

Mas a vantagem de 2 a 0 foi suficiente para o São Paulo fazer uma contagem regressiva segura até gritar novamente "campeão".

FICHA TÉCNICA SÃO PAULO 2 X 0 PALMEIRAS SÃO PAULO - Tiago Volpi; Arboleda, Miranda e Léo; Igor Vinicius, Luan (Nestor), Liziero (William), Gabriel Sara e Reinaldo; Igor Gomes (Rojas) e Pablo (Luciano).

Técnico: Hernán Crespo. PALMEIRAS - Weverton; Luan (Gabriel Menino), Gustavo Gómez e Renan; Mayke, Felipe Melo (Danilo), Danilo Barbosa (Patrick de Paula), Raphael Veiga (Gustavo Scarpa) e Victor Luis (Wesley); Rony e Luiz Adriano.

Técnico: Abel Ferreira. GOLS - Luan, aos 36 do primeiro tempo.

Luciano, aos 31 do segundo tempo. ÁRBITRO - Raphael Claus. CARTÕES AMARELOS - Liziero, Igor Gomes, Renan, Lucas Lima, Hernanes, Wesley. LOCAL - Morumbi, em São Paulo

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