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Política
Por Agência Estado

Para Onyx, fome e miséria 'matam historicamente mais que qualquer epidemia'

Por Agência Estado

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, defendeu a posição do presidente da República, Jair Bolsonaro, de se preocupar com o impacto econômico das medidas de isolamento social como forma de combate ao avanço do novo coronavírus.

Segundo o ministro, "fome e miséria matam historicamente mais que qualquer epidemia".

O Brasil já registrou 13.993 mortos pela covid-19, segundo a contabilidade oficial mais recente do Ministério da Saúde. Bolsonaro tem escalado empresários e ministros para pedir a abertura dos estabelecimentos comerciais alegando que a economia está "no limite". "O presidente vem sendo agredido porque ousou preocupar-se com todos.

Parece que só poderia se olhar em uma direção", disse Onyx na abertura de uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto sobre o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 a informais.

O governo prevê pagar mais de R$ 120 bilhões ao longo de três meses como forma de ajuda às famílias que precisaram justamente parar de trabalhar durante o período mais crítico da pandemia da covid-19. Segundo o ministro da Cidadania, o presidente deu à área da saúde condições para que o SUS se fortalecesse, além de ter dado apoio a governadores e prefeitos.

"Por outro lado, o presidente foi a primeira voz a dizer que é preciso se preocupar com Brasil como um todo", disse Onyx.

"Fome e miséria matam historicamente mais que qualquer epidemia", acrescentou. O ministro da Cidadania afirmou ainda que é uma questão de "justiça" pedir honestidade intelectual no debate sobre os impactos econômicos da pandemia.

Ao defender a abertura, o ministro argumentou que o Brasil, segundo ele, é um dos países com menor número de óbitos por milhão de habitantes. "Entendemos a necessidade de todos", disse Onyx.

"Não faltou dedicação para o auxílio chegar a 59 milhões de brasileiros."

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