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Por Agência Estado

Maia: demanda de adiar o Enem vem de todo o País

Na quinta-feira passada, 14, Maia se reuniu com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e pediu a ele a mudança da data da prova

Por Agência Estado

O Congresso deve dar celeridade à aprovação do adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira, 19, que não irá esperar o governo tomar uma decisão sobre o tema e deve pautar o tema na Casa, logo na sequência, do projeto a ser votado hoje pelo Senado para mudar a data da prova.

Para ele, essa é uma demanda que vem de todo o Brasil. "Se o Senado votar, eu vou votar. Se o governo não decidir na tramitação do projeto entre o Senado e a Câmara, eu vou votar. Vou pensar os projetos dos deputados e votar tudo junto e vamos promulgar a decisão do Congresso Nacional, espero que o governo possa decidir antes", afirmou Maia. O Senado vota hoje projeto da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que propõe o adiamento do Enem, previsto para novembro, devido à pandemia do novo coronavírus.

Ontem, após reunião dos líderes da Casa, o texto foi colocado na pauta de hoje.

A sessão está marcada para começar às 16h. Na quinta-feira passada, 14, Maia se reuniu com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e pediu a ele a mudança da data da prova.

"Acho que a decisão correta. Fiz esse pleito ao presidente, ele ficou sensível à ideia, mas até agora não tem uma posição definitiva. Ontem, o ministro Luis Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, me ligou e disse que estava trabalhando para conseguir o adiamento, mas até agora do ponto de vista formal, nós não temos nenhuma posição", disse. Se Câmara e Senado aprovarem um projeto de decreto legislativo (PDL) não há necessidade da proposta ir à sanção presidencial e pode ser promulgada pelo Congresso Nacional.

Na Câmara, um grupo de parlamentares criou um PDL para adiar a data da prova assinado pelos deputados Professor Israel Batista (PV-DF), Tabata Amaral (PDT-SP), Eduardo Bismarck (PDT-CE), Célio Studart (PV-CE), Danilo Cabral (PSB-PE), Raul Henry (MDB-PE) e Tereza Nelma (PSDB-AL). "A Câmara queria votar na quinta-feira, eu segurei até hoje. Espero que a gente possa ter uma decisão do governo no dia de hoje, que eu acho que resolve o problema da melhor forma possível com diálogo entre o parlamento e Poder Executivo", disse Maia.

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