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Política
Por Agência Estado

Atletas se mobilizam para derrubar veto de Bolsonaro ao auxílio emergencial

Por Agência Estado

O veto do presidente Jair Bolsonaro à inclusão de profissionais ligados ao esportes na lista de beneficiados pelo auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia do novo coronavírus causou revolta nos atletas e paratletas.

Eles se mobilizaram para tentar reverter a decisão.

A sanção foi publicada na última sexta-feira no Diário Oficial da União.

O presidente vetou a ampliação do benefício para profissionais informais que não estão inscritos no Cadastro Único.

O Congresso Nacional especificava profissões que estariam aptas a receber os R$ 600 do governo, como os profissionais que trabalham com esporte.

Mais de 50 categorias de trabalhadores informais de baixa renda ficaram sem receber o dinheiro.

Apenas a inclusão de mães menores de 18 anos permaneceu não recebeu veto. Na justificativa para barrar as alterações, o governo disse que a proposta de lei feria o princípio da isonomia por privilegiar algumas profissões em detrimento de outras.

O Executivo informou também que o Congresso não especificou qual seria a origem da verba nem o impacto do aumento das despesa nas contas públicas. Com a decisão prejudicial aos atletas e paratletas, o Sindicato de Atletas de SP criou um abaixo-assinado contra esse veto.

A entidade diz que "não irá se calar diante dessa decisão" e prometeu que "vai lutar para que o maior número de assinaturas chegue à Brasília". A lei entrou em vigor com a sanção e os vetos terão de ser analisados pelo Congresso, que tem 30 dias para deliberar sobre o veto e sua votação.

Os parlamentares podem manter ou derrubar a decisão de Bolsonaro.

É preciso de maioria absoluta na votação para a derrubada do veto presidencial e a alteração legal sem concordância do governo.

Portanto, são necessários 257 na Câmara e 41 no Senado. O projeto de lei (PL 873/2020) é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AC).

A ampliação da lista de beneficiados só foi discutida recentemente para não atrasar a distribuição do auxílio emergencial.

Durante a tramitação no novo projeto no Senado, o texto recebeu a emenda que inclui atletas e outros profissionais que trabalham com esporte, de autoria da senadora e ex-jogadora de vôlei, Leila Barros.

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