Turismo esportivo: maratonas pelo Brasil impulsionam a economia
Eventos de corrida ampliam fluxo de viajantes e fortalecem diferentes setores nas cidades-sede
Foto: iStock/ Orbon Alija
O turismo esportivo tem ganhado força no Brasil, impulsionado principalmente pelo crescimento das corridas de rua e das maratonas no país. Esse movimento pode ter impactado diretamente a economia do esporte ao atrair atletas amadores e profissionais para diferentes regiões, gerando demanda por hospedagem, alimentação e serviços.
De acordo com o Ministério do Turismo, o turismo esportivo é uma tendência em expansão no Brasil. Ela contribui para movimentar a economia local e estimular o desenvolvimento de destinos fora dos circuitos tradicionais.
Já dados divulgados pelo sistema do comércio apontam que houve aumento significativo na procura por viagens relacionadas a corridas de rua, com crescimento de até 364% nas vendas em alguns casos. Esse cenário evidencia o potencial das maratonas no Brasil como vetor econômico.
O impacto do turismo esportivo no Brasil em 2024
O avanço das corridas de rua reflete mudanças no comportamento dos brasileiros, que passaram a buscar experiências que combinem atividade física e lazer. O turismo esportivo, nesse contexto, se consolida como uma alternativa que une saúde, deslocamento e consumo.
Entre os principais impactos observados estão:
· aumento do fluxo de turistas em períodos de eventos;
· expansão da rede de serviços nas cidades-sede;
· geração de empregos temporários;
· valorização de destinos turísticos.
Segundo a Folha de S.Paulo, grandes eventos, incluindo os esportivos, realizados na capital paulista chegaram a movimentar bilhões de reais em poucos dias, além de gerar milhares de empregos diretos e indiretos. Embora envolvam diferentes tipos de eventos, as corridas de rua estão inseridas nesse contexto de forte impacto econômico.
Maratonas e o aquecimento do setor hoteleiro e comercial
As maratonas no Brasil têm papel central no aquecimento do setor hoteleiro e do comércio local. Durante os períodos de provas, hotéis registram aumento na taxa de ocupação, enquanto bares, restaurantes e lojas esportivas observam crescimento na demanda.
Esse efeito ocorre porque os eventos atraem não apenas atletas, mas também acompanhantes e turistas interessados na experiência.
De acordo com o Ministério do Turismo, eventos esportivos têm capacidade de dinamizar economias locais ao gerar circulação de renda e estimular o consumo em diferentes segmentos. Esse fenômeno é mais evidente em cidades que investem na organização de corridas e na estrutura para receber visitantes.
Planejamento e investimento: a preparação dos atletas para as provas
Além do impacto coletivo, o turismo esportivo também envolve planejamento individual por parte dos atletas. Participar de corridas em outras cidades exige organização prévia, incluindo transporte, hospedagem e preparação física.
Nesse processo, os corredores costumam considerar:
· inscrição em provas com antecedência;
· custos de viagem e estadia;
· rotina de treinos adaptada ao evento;
· aquisição de equipamentos adequados.
Além do planejamento com transporte e hospedagem, os corredores investem cada vez mais em equipamentos de alta performance, buscando informações sobre os melhores tênis para corrida a fim de garantir segurança e desempenho durante as provas.
O futuro das corridas de rua como pilar econômico
A tendência é que o turismo esportivo continue em expansão no Brasil, impulsionado pela popularização das corridas de rua e pela diversificação do calendário esportivo. Com mais eventos distribuídos ao longo do ano, cidades de diferentes regiões passam a se beneficiar desse fluxo contínuo de visitantes.
O fortalecimento do setor depende de fatores como organização dos eventos, infraestrutura urbana e integração com políticas de turismo. Ainda assim, os dados já indicam que as maratonas no Brasil têm potencial para se consolidar como um dos principais motores da economia do esporte.
Ao conectar atividade física, turismo e consumo, o segmento contribui para o desenvolvimento econômico local e amplia as possibilidades de crescimento sustentável no cenário esportivo nacional.