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Por Agência Estado

Presidente diz que vai à TV contra isolamento

Segundo apurou o Estadão, a intenção do presidente é pregar um 'cavalo de pau' nas atuais determinações de Estados e municípios

Por Agência Estado

Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro pretende fazer neste sábado, 16, um novo pronunciamento em rede nacional de TV e rádio para defender mais uma vez o fim de medidas de isolamento social.

Segundo apurou o Estadão, a intenção do presidente é pregar um "cavalo de pau" nas atuais determinações de Estados e municípios, citando que já incluiu uma série de atividades na lista de serviços essenciais, o que permite o funcionamento mesmo durante a pandemia do coronavírus.

A intenção de fazer o novo pronunciamento - o sexto desde o início da crise - foi revelada pelo presidente na quinta-feira, durante videoconferência com empresários no Palácio do Planalto.

"Nós temos que ter mais do que comercial de esperança, transmitir a confiança.

Tanto é que vamos ter um pronunciamento gravado para sábado à noite nessa linha", disse o presidente na ocasião. O presidente defende uma abertura geral de estabelecimentos e o chamado "isolamento vertical" - que vale apenas para idosos e doentes.

Contra as medidas de restrição adotadas por governadores e prefeitos, Bolsonaro tem argumentado que o fechamento do comércio trará o "caos" e a "fome" para a população que está sem renda.

O pronunciamento ainda não havia sido gravado até a noite de ontem, o que só deve ocorrer neste sábado.

Em sua última mensagem em rede nacional, Bolsonaro já havia pedido a volta ao trabalho e responsabilizado governadores por medidas de distanciamento social.

Segundo o próprio presidente, esse pronunciamento deverá passar pela revisão do ministro da Economia, Paulo Guedes.

"Pedi ao Paulo Guedes que já comece a revisar o que eu vou falar para gente dar mensagem logicamente objetiva, voltada para a vida, voltada para a economia, para nós sairmos da situação em que nos encontramos", disse. Ao falar a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada ontem, Bolsonaro disse que está fazendo "o que pode".

"A lei me deu o direito de escolher as atividades essenciais.

O resto, que não é essencial, é a cargo de governadores e prefeitos", disse.

(Colaboram Vinícius Valfré, Emilly Behnke e Jussara Soares).

As informações são do jornal O Estado de S.

Paulo.

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