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Por Thomas

Navegando pelo navio Costa Favolosa

Por Thomas

MAROMA – III

         Deixamos Itajaí no final da tarde da segunda-feira, navegando a noite toda pela costa brasileira descendo por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, e de madrugada já em águas do Uruguai. Aportamos em Montevidéu por volta de 8h30, e o pessoal que ia fazer excursões, saiu às 10h para visitas e compras e para conhecer a Vinícola Juanico.

         Ressalte-se que o porto fica no Rio de La Plata, pois só depois é que às aguas do rio vão se encontrar com as do Oceano Atlântico. Consta, que de uma margem à outra seriam mais de 200 quilômetros. É “rio pra mais de metro”, lembrando que as águas do Ribeirão Jacaré fazem todo o percurso entre Brasil e Uruguai, e chegam lá em Montevidéu.

CONHECENDO O CENTRO

         Nós, e boa parte do grupo da Itatibatur, preferimos não participar das excursões - mas vários foram -  mesmo porque o porto fica bem próximo à área central, onde estão várias atrações turísticas da cidade, e por isso com uma boa caminhada, se conhece, não só muita coisa, como também se pode adquirir alguns “recuerdos”, como nós fizemos como o “dulce de leche”.

O vinho uruguaio da uva Tannat, é o “bom da boca”, e uma boa pedida, para se trazer pra casa, e os preços estavam dentro do razoável, e com a vantagem de que a maioria das lojas e supermercados aceitam o real.

A PRAÇA CENTRAL        

         Logo saindo do porto está o “Mercado del Puero”, ou Mercado das Carnes, que vamos deixar pra entrar na volta. Tocamos direto para a Plaza Independência, passando antes na Plaza da Constituicion, que fica na “Ciudad Vieja” onde está a belíssima Catedral Metropolitana.

         No centro da Plaza Independência destaca-se o monumento a José Artigas, político e militar, conhecido como “El Libertador do Uruguai”. Existe ainda um mausoléu subterrâneo, onde estão os restos mortais de Artigas. Também na praça estão o Museu Histórico, que eu e Antonieta fomos visitar e o Palácio que abriga o presidente do Uruguai; Luis Alberto Lacalle Pou, que é do Partido Nacional, considerado de centro e de centro direita. Não fomos visitar, porque “ele não estava lá”. Pode?

RETORNO E “ALMOÇO”

         Voltando para o “ship”, compramos alguns doces e vinhos, e fomos para o Mercado del Puerto, que tem um monte de restaurantes - conhecidos como parrilas - para você escolher, todos bons, só que com preços bem salgados. Acho, que é por causa do sal que temperam as carnes. Apetitosas, diga-se de passagem!

         Lá chegando divisamos a patota itatibense, Ricardo, Maurinho, Ailton, Nenê e cia. que já estavam “rangando”, e tomando a cerveja “Patricia”, que é um “baita dum garrafão” que deve ter um litro e meio. Sentamos em um dos restaurantes e pedimos, a “Patricia”, é claro, é “chorizo”, que é a nossa linguiça. Tem o “chourizo” argentino, que é o filé da carne mesmo.

COM REPETECO

         Realmente o “tal de chorizo”, agradou tanto que pedimos bis, inclusive para acompanhar a cerveja que não acabava mais, pelo tamanho da garrafa. Eu e Antonieta já tínhamos passado por lá, em outras viagens, mas nunca paramos pra comer, desta feita mandamos ver, e valeu a pena!

         Mas independentemente de você comer ou não, vale à visita e ver todo aquele fogaréu assando as carnes, que parece, é que dão um gosto melhor, por isso tanto os uruguaios como os argentinos tem uma técnica diferente para assar, inclusive usando lenha ao invés do carvão.

         Quem conheceu o Chulin, argentino radicado em Itatiba há muitos anos atrás, já falecido - seu filho Gustavo ainda mora em nossa cidade - que teve churrascaria na Rua Luís Scavone, quase esquina da São Domingos, e também funcionou em endereço na Rodovia Itatiba –Jundiaí, próximo onde hoje está instalado o Hotel Villa Dangelo. O churrasco do Chulin, com “chimichurri” ou não, era simplesmente maravilhoso!

A PRIMEIRA VIAGEM

         Voltamos para o navio que iria partir às 18h para Buenos Aires, navegando pelo Rio De La Plata. Mas antes queremos contar uma pequena historinha, de como fomos à Montevidéu pela primeira vez, e isso foi a mais de 56 anos, para assistirmos a decisão da Copa Libertadores entre Palmeiras e Estudiantes de La Plata, em maio de 1968.

         Fomos em quatro pessoas - Dr. Roberto Leoni, Pedro Riva, Afrânio Macedo (todos falecidos) e eu Mané Massaretti - em um “fusquinha”, saindo na quinta feira de São Paulo, depois de tomarmos vacina contra febre amarela no aeroporto de Congonhas. Chegamos na capital uruguaia, às 18h, do sábado depois de percorrer mais de 2.100 kms, e o jogo seria às 21h.

O ERRO DO PALMEIRAS

         O Verdão perdeu do Estudiantes por 2x1 em La Plata, e na volta venceu por 3x1, no Pacaembu. Se fosse hoje seria o campeão, mas tinha o terceiro jogo que seria em Santiago do Chile, mas preferiram jogar em Montevidéu. Só que a cidade de La Plata fica pertinho de Montevidéu. Dá umas duas horas de barco mais ou menos.

         Quando chegamos a Montevidéu percebemos que a torcida dos argentinos era muito maior. A Folha de São Paulo, anotou que eram 60 mil torcedores, 10 mil brasileiros e 50 mil gringos. Pra encurtar a conversa: o Palmeiras perdeu por 2x0, e nem é preciso dizer que o árbitro deu uma mãozinha para os “Hermanos”. Só lembrando que o Palmeiras voltou a Montevidéu, em 2021, e foi campeão da Libertadores em cima do Flamengo. E vamos pra Buenos Aires, que o navio já apitou!

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