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Por Agência Estado

Mourão sobre perdão a Daniel Silveira: Presidente agiu dentro da Constituição

Por Agência Estado

O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) defendeu nesta quarta-feira, 27, o perdão concedido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) menos de 24 horas após o parlamentar ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ataques à democracia e às instituições.

"O presidente agiu dentro daquilo que a Constituição lhe faculta", afirmou o vice-presidente a jornalistas no Palácio do Planalto. Ciente da crise causada pelo indulto na relação entre os poderes, Mourão avaliou que é preciso "manter a calma".

"Agora, o Supremo julga aí o que ele achar.

Na minha visão, acho que tem que se manter a calma e vamos evitar que algo que é muito pequeno se torne uma onda gigantesca." No mesmo tom de pacificação, o general evitou reiterar críticas ao ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que declarou no final de semana que as Forças Armadas estão sendo usadas para desacreditar o sistema eleitoral no Brasil.

"Esse assunto já considero virado.

O ministro Barroso fez a observação dele, houve a resposta do Ministério da Defesa, apenas comentei que as Forças Armadas não estão metidas nessa questão, estão fora", afirmou Mourão. Na segunda-feira, 25, em entrevista à Gaúcha Zero Hora, o general da reserva reagiu a Barroso e disse que as Forças Armadas não eram crianças para receber orientações.

"O ministro sabe da minha posição.

Tá encerrada.

Aquilo que eu falei, temos que manter a calma, vamos evitar que as coisas pequenas se transformem num tsunami", acrescentou o vice-presidente há pouco. França Aos jornalistas no Planalto, Mourão ainda minimizou as tensões entre Bolsonaro e o presidente reeleito da França, Emmanuel Macron, e seus impactos para os dois países.

"Não acho que a relação entre a França e o Brasil seja uma relação ruim, né? Você pode até dizer que não temos amizade entre os mandatários.

Ok.

Mas a França tem 'ene' interesses aqui no Brasil.

Acho que os interesses de ambos os países estão acima das vontades pessoais de cada um." Viagem O vice-presidente também revelou que vai viajar para o Uruguai na semana que vem, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) estiver na Guiana.

Como mostrou reportagem do Broadcast Político, o vice-presidente não pode assumir o comando do País até as eleições, ou fica impedido pela lei eleitoral de disputar o Senado pelo Rio Grande do Sul.

Por isso, toda vez que Bolsonaro se ausentar da Presidência, Mourão terá de viajar.

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