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Por Agência Estado

Motoboys prometem hoje adesão de 50% em greve

Na mobilização de hoje, os motoboys prometem obter a adesão de pelo menos metade do efetivo à disposição de aplicativos como iFood, Rappi, Loggi e Uber Eats

Por Agência Estado

Sob desconfiança das empresas de aplicativo e dos donos de restaurantes, motoboys e entregadores prometem para hoje uma paralisação dos serviços nas principais cidades do País.

A mobilização, organizada por WhatsApp, tem inspiração na greve dos caminhoneiros de maio de 2018, que se deu sem o protagonismo dos sindicatos e foi tocada por lideranças desconhecidas do setor.

Na mobilização de hoje, os motoboys prometem obter a adesão de pelo menos metade do efetivo à disposição de aplicativos como iFood, Rappi, Loggi e Uber Eats.

Em São Paulo, eles devem se reunir no entorno de restaurantes do McDonalds ou em frente a shopping centers - pontos que, tradicionalmente, concentram boa parte dos pedidos.

Ao fim do dia, devem seguir em marcha para o vão livre do Masp, na avenida Paulista. A pauta de reivindicações engloba desde a definição de uma taxa fixa mínima de entrega por quilômetro rodado até o aumento dos valores repassados aos entregadores por serviços realizados.

A categoria também cobra das empresas uma ajuda de custo para a aquisição de equipamentos de proteção contra a covid-19, como máscaras e luvas.

As empresas afirmam que estão fornecendo os equipamentos. No Rio de Janeiro, líderes do movimento acreditam que adesão pode alcançar 70% dos entregadores.

Mas, em todo o País, nem os aplicativos, nem os donos de restaurantes acreditam na força da paralisação. "Conversei com donos de bares e restaurantes e nenhum deles se demonstrou preocupado.

Os motoqueiros com quem conversaram disseram que vão trabalhar normalmente", diz o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci.

Segundo fonte próxima à direção de um aplicativo, as empresas vêm monitorando o movimento e não esperam a adesão prometida.

Em caso de redução na oferta de entregadores, a estratégia passará por aumentar a remuneração disponível, na tentativa de seduzir colaboradores a abandonar o protesto. Não é a primeira vez que os entregadores se organizam em torno dessas pautas.

Em abril, eles realizaram um buzinaço em São Paulo e, em junho, um protesto.

O Sindimoto, que representa a categoria em São Paulo e, segundo os motoboys, não participou da organização da greve, aderiu ao movimento e convocou uma concentração em frente à sua sede, na zona sul da cidade.

"Nós vamos finalizar o ato com um grande buzinaço em frente do Tribunal Regional do Trabalho", diz o presidente Gilberto Almeida dos Santos. As informações são do jornal O Estado de S.

Paulo.

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