Arte no Paço inicia 2026 com Mostra inédita de mini-histórias da Educação Infantil
Foto: Divulgação / PMI
O Projeto Arte no Paço, da Prefeitura de Itatiba, começa 2026 com uma proposta inovadora e sensível: a realização da inédita Mostra de Mini-histórias da Educação Infantil. A iniciativa é do Setor da Educação Infantil da Secretaria de Educação e leva ao espaço público narrativas poéticas produzidas a partir do cotidiano das crianças da rede municipal.
Intitulada “Encantos do cotidiano: a infância narrada em mini-histórias”, a Mostra reúne 20 mini-histórias de crianças desde o berçário até as turmas maiores, elaboradas por professoras de cinco unidades escolares. Os registros combinam texto e imagens que revelam momentos de descoberta, brincadeira, imaginação, investigação e gentileza vividos no dia a dia das escolas.
Entre as cenas retratadas estão situações como uma simples banheira no gramado que se transforma em barco e cozinha ao mesmo tempo, a descoberta do próprio reflexo no espelho, experimentações curiosas com laranjas e limões e, entre as crianças maiores, a construção coletiva de um dominó gigante próximo ao parque. Cada mini-história apresenta título, narrativa, ao menos duas fotos ilustrativas, além da identificação da unidade escolar, do professor responsável pelo registro e da criança protagonista da experiência.
A abertura da Mostra acontece na próxima quarta-feira, 28 de janeiro, na entrada do Paço Municipal, em evento voltado principalmente às equipes gestoras das escolas de Educação Infantil. A exposição seguirá aberta durante todo o mês de fevereiro, no corredor interno do Centro Administrativo Prefeito Ettore Consoline, sede da Prefeitura de Itatiba, com visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
Proposta pedagógica em expansão
O conceito de mini-história como estratégia potente de comunicação pedagógica começou a ser apresentado pelo Setor da Educação Infantil em 2024, durante encontros formativos com professores da rede municipal, como possibilidade de documentação pedagógica sensível e significativa.
Esse movimento de escuta das narrativas das crianças tem origem nas experiências desenvolvidas a partir de 1985 nas creches e pré-escolas da cidade italiana de Reggio Emilia, inspiradas pelas ideias de Loris Malaguzzi, que evidenciam novas formas de comunicação e valorização da infância.
“Nossa proposta foi trazê-las em um movimento de sensibilização, como forma de dar visibilidade às ações das crianças, aos seus pensamentos e à potência das experiências infantis que são reveladas”, explica Camila Giovana Flaibam Meneghin, integrante da equipe técnica pedagógica do Setor da Educação Infantil, ao lado de Daiane Monte e Giancarla Giovanelli de Camargo, além das supervisoras Adriana Gori Leardine, Silvia Bez Soares de Camargo e Vera Lucia Suzan.
Segundo Camila, as aprendizagens extrapolam o espaço da sala de aula. “Acreditamos que as aprendizagens se estendem aos professores, gestores e famílias, que passam a observar e conhecer as ações realizadas nas práticas pedagógicas das escolas, permeadas por olhares e escutas em um cotidiano que acolhe o pensamento e as narrativas das crianças, por meio de suas diferentes linguagens”, destaca.
As 20 mini-histórias apresentadas na exposição também integram um e-book educacional de 61 páginas, que reúne os percursos pedagógicos desenvolvidos pelas unidades escolares e 33 registros selecionados como amostragem da produção realizada ao longo de 2025. O material servirá de inspiração para a ampliação dessa prática em outras salas de aula ao longo de 2026, reforçando a importância do professor como sujeito de escuta atenta, capaz de registrar, interpretar e compartilhar as ideias das crianças.